O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, afirmou que salários que chegam a R$ 141 mil ainda estão abaixo do que considera adequado para membros dos tribunais superiores. A declaração foi dada durante participação em um evento realizado em Lisboa, Portugal, e gerou repercussão nas redes sociais e no meio jurídico.
Segundo o ministro, a remuneração dos magistrados não reflete a complexidade das funções exercidas nem o volume de processos analisados pelos tribunais superiores. Para ele, a carga de trabalho enfrentada pelos juízes e ministros justifica uma remuneração mais elevada.
A fala chamou atenção porque contracheques dessa magnitude já estão muito acima do teto constitucional do funcionalismo público quando considerados os chamados benefícios e verbas indenizatórias que podem ser incorporados aos vencimentos.
Durante sua participação no evento, Campbell destacou que o Judiciário brasileiro lida com uma demanda processual considerada uma das maiores do mundo, exigindo elevado grau de dedicação dos magistrados.
A declaração ocorre em um momento em que o debate sobre os chamados “penduricalhos” do Judiciário continua em evidência. Nos últimos anos, pagamentos extras e benefícios concedidos a magistrados têm sido alvo de questionamentos por parte da sociedade, de órgãos de controle e de parlamentares.
As declarações do corregedor dividiram opiniões. Enquanto integrantes da magistratura defendem que a remuneração deve ser compatível com a responsabilidade dos cargos, críticos apontam que os valores recebidos por membros do Judiciário já estão entre os mais elevados do serviço público brasileiro.
Folha do estado




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