O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a criação de um grupo de trabalho com a missão de analisar os chamados “penduricalhos” recebidos por integrantes do Judiciário. A iniciativa busca avaliar a legalidade e a transparência de verbas extras pagas a juízes e desembargadores em diferentes tribunais do país.
A equipe será responsável por levantar informações sobre auxílios, indenizações e outros benefícios que, em muitos casos, elevam significativamente os rendimentos dos magistrados acima do teto constitucional do funcionalismo público.
A medida surge em meio ao debate sobre gastos do Judiciário e à crescente pressão por maior controle dos pagamentos realizados por tribunais estaduais e federais. O grupo deverá apresentar propostas para uniformizar critérios e ampliar a fiscalização sobre essas remunerações.
A intenção da gestão de Fachin é identificar possíveis distorções e sugerir mecanismos que garantam maior transparência na concessão de benefícios. O trabalho também deverá mapear situações em que verbas indenizatórias acabam sendo utilizadas para ultrapassar o limite salarial previsto na Constituição.
A discussão sobre os chamados “supersalários” tem ganhado espaço nos últimos anos, especialmente após a divulgação de casos envolvendo pagamentos milionários a magistrados e membros de outras carreiras do serviço público.
Folha do estado




OUÇA A RÁDIO NAZARENO