Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) entraram em greve por tempo indeterminado nessa segunda-feira (13), em Mato Grosso. A paralisação ocorre em adesão ao movimento nacional da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).
A decisão foi aprovada em assembleia geral realizada na manhã dessa segunda pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (SINTUF-MT), com participação de servidores em Cuiabá, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis.
De acordo com a ata, 292 pessoas participaram da assembleia em Cuiabá, incluindo servidores de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). Também houve registro de 29 participantes em Araguaia, 37 em Sinop e 35 em Rondonópolis, com ampla maioria favorável à greve.
A categoria cobra o cumprimento integral do acordo firmado ao fim da greve de 2024, além de outras demandas da carreira que, segundo o sindicato, ainda não foram atendidas pelo governo federal.
Segundo a coordenadora regional do SINTUF-MT, Marillin de Castro Cunha Tedesco, a paralisação afeta diretamente serviços administrativos e de apoio nas universidades.
Entre os impactos imediatos está o fechamento da biblioteca da UFMT. Já o Hospital Veterinário e o Hospital Universitário funcionam em regime de escala, com 30% dos atendimentos mantidos, conforme previsto para serviços essenciais.
O restaurante universitário não deve ser afetado por ser terceirizado. No entanto, a paralisação compromete áreas como secretarias acadêmicas, emissão de diplomas e certificados, tramitação de processos administrativos, apoio a laboratórios e preparação de aulas.
O Comando Local de Greve já foi instalado e ficará responsável por definir os serviços essenciais e avaliar demandas excepcionais durante o movimento.
Cinco representantes da base de Mato Grosso foram eleitos para compor o Comando Nacional de Greve, em Brasília, onde participarão das negociações com o governo federal.
Não há previsão para o fim da paralisação. A continuidade do movimento será avaliada em assembleias da categoria




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