3 novembro, terça-feira, 2026
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Sob gestão Lula Brasil bate recorde com 84,2 milhões de inadimplentes e R$ 597 bilhões em dívidas

O Brasil chegou a 84,2 milhões de pessoas inadimplentes em setembro de 2026, o maior número já registrado na série histórica da Serasa. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (2), aponta que as dívidas acumuladas no país somam R$ 597,4 bilhões. Em agosto, eram 83,9 milhões de consumidores negativados. 

De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, o número de brasileiros com contas em atraso cresceu 6% em comparação com setembro de 2025. Desde 2020, o avanço chega a 34,17%.

O valor médio devido por pessoa inadimplente é de R$ 7.093,83, equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos. Na comparação com agosto deste ano, o montante total das dívidas aumentou 0,90%.

Bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela dos débitos, com 27,16% do total. As financeiras aparecem pela primeira vez na segunda posição do ranking, respondendo por 20,66% das dívidas. Já os compromissos relacionados a serviços essenciais, como água, energia elétrica e gás, representam 20,32%.

O levantamento também mostra que as mulheres são maioria entre os negativados, correspondendo a 50,5% do total. Os homens representam 49,5%.

Na divisão por idade, a faixa entre 41 e 60 anos concentra a maior parcela dos inadimplentes, com 35,7%. Em seguida aparecem consumidores de 26 a 40 anos, com 33,2%; pessoas acima de 60 anos, com 20,1%; e jovens de 18 a 25 anos, que representam 11%.

Em meio ao recorde de inadimplência, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) uma nova edição do Feirão Limpa Nome, com mais de 3,3 mil empresas parceiras e aproximadamente 750 milhões de ofertas para renegociação de dívidas.

Os descontos podem chegar a 99%, dependendo do credor e das condições de cada negociação. O volume de ofertas disponibilizadas é 14% superior ao registrado na edição do mesmo período do ano passado.

A campanha segue até 6 de dezembro e reúne oportunidades de negociação com bancos, financeiras, empresas de telefonia, varejistas e prestadoras de serviços essenciais.

Folha do estado

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