Mesmo após uma sequência de atropelamentos fatais na avenida da FEB, em Várzea Grande, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) descartou a construção de passarelas para pedestres na via. Em resposta ao , a pasta informou que a decisão foi tomada após conversas com comerciantes da região, diante da necessidade de desapropriações, e que a travessia será organizada por semáforos.
O posicionamento contraria a proposta do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que apresentou indicação à Sinfra-MT solicitando estudos para a implantação de uma passarela nas proximidades do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de medidas emergenciais para reduzir o risco de novos atropelamentos.
A iniciativa foi motivada pela morte da agricultora familiar Alice da Silva Barros, conhecida como Dona Alice, atropelada em 23 de junho deste ano. Ela participava de uma atividade de formação do Projeto Maria da Terra, realizada na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), quando foi atingida na avenida. O acidente envolveu vários veículos e deixou outras quatro pessoas feridas.
Na justificativa, Lúdio alerta que a faixa de pedestres existente nas proximidades do Mapa não oferece segurança adequada diante do intenso fluxo de veículos, especialmente caminhões e carretas, e do desrespeito à sinalização por parte de motoristas.
O parlamentar também cita outras mortes registradas na avenida. Em abril de 2025, uma mulher morreu após ser atingida por uma motocicleta enquanto atravessava a pista. Em janeiro de 2026, Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 72 anos, morreu depois de ser atropelada por dois veículos.
Para Lúdio, a sequência de acidentes evidencia a necessidade de intervenções permanentes de segurança viária. A indicação solicita que a Sinfra articule as providências com os demais órgãos responsáveis pela gestão da avenida e pela segurança no trânsito.
Sinfra descarta passarelas e aposta em semáforos
Questionada pelo , a Sinfra-MT informou que a possibilidade de construir passarelas na avenida da FEB foi abandonada após conversas com comerciantes da região, uma vez que a instalação das estruturas exigiria desapropriações de imóveis.
A secretaria também apontou dificuldades relacionadas ao projeto do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), cujo corredor será implantado no canteiro central da avenida.
Segundo a pasta, as passarelas não resolveriam a necessidade de travessia entre o canteiro central, onde circularão os ônibus, e as calçadas laterais. Por isso, o Governo do Estado pretende organizar a circulação de pedestres por meio de semáforos.
A Sinfra, contudo, não informou, na resposta apresentada, um cronograma para a implantação das medidas de segurança.
Folha do estado




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