O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, alvo principal da Operação Tomada de Contas deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (29), acabou de deixar a sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Cuiabá.
Ele teve a prisão preventiva decretada por ordem da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e foi transferido do prédio sob forte esquema de segurança. Um vídeo exclusivo do RepórterMT registra o momento em que um comboio composto por três viaturas policiais deixa o local com as sirenes ligadas.
Devido ao uso de películas fumê nos vidros dos veículos, não foi possível identificar visualmente em qual das viaturas o presidente do TCE-MT estava. Os automóveis contavam com o compartimento de camburão para o transporte de detidos.
As investigações revelaram uma engenharia financeira bilionária e uma farra de pagamentos “por fora” no TCE-MT. Conforme os autos da investigação iniciada a partir de uma denúncia anônima no Ministério Público Federal (MPF), a auditoria apontou que os recursos repassados pelo Tesouro Estadual ao TCE-MT abasteceu um esquema envolvendo um grupo de cinco conselheiros, que embolsaram cerca de R$ 48,4 milhões.
No topo da lista de beneficiários identificados individualmente pela PF está o próprio Sérgio Ricardo, que acumulou R$ 15,4 milhões (R$ 15.442.211,65) em menos de dez meses.
Com a decretação da prisão preventiva do presidente Sérgio Ricardo e o afastamento de quatro conselheiros titulares e aposentados por ordem da Corte Especial, a cúpula da Corte de Contas foi praticamente desmantelada, restando apenas um grupo reduzido de membros.
Quem caiu na operação
Sérgio Ricardo de Almeida (Presidente): Teve a prisão preventiva decretada e foi afastado do comando da instituição.
Guilherme Antônio Maluf (Corregedor-Geral): Alvo de medidas cautelares, com passaporte retido, proibição de pisar no TCE-MT e afastamento das funções.
José Carlos Novelli (Conselheiro): Afastado do cargo, proibido de acessar o tribunal e com restrições severas de bens.
Alisson Carvalho de Alencar (Conselheiro): Também alvo de afastamento e bloqueios patrimoniais determinados pelo STJ.
Valter Albano da Silva (Conselheiro aposentado): Incluído no rol de investigados alvos de medidas cautelares severas.
Repórter MT




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