O ex-servidor público Francisley Campos Carolino, da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), foi preso na manhã desta terça-feira (20) acusado de tentar intimidar uma testemunha e descumprir medidas cautelares.
Francisley é acusado de assédio e importunação sexual contra uma colega de trabalho. O caso foi denunciado à ouvidoria da MTI em outubro do ano passado e passou a ser investigado também na Justiça.
Ele passou por audiência de custódia conduzida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, e teve a prisão mantida.
Por meio de nota, a MTI informou que o profissional foi desligado em 3 de março deste ano.
A defesa do servidor apresentou uma manifestação para tentar impedir a prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (19). Segundo o documento, o MPE fundamentou o pedido em suposto descumprimento de medidas cautelares e possível interferência na produção de prova testemunhal.
O episódio envolve a entrega de um convite profissional à testemunha R. V. S. S.. Conforme a manifestação, Francisley pediu a uma terceira pessoa que entregasse o documento, destinado a uma conversa reservada para falar do caso. A defesa afirma que essa iniciativa ocorreu sem orientação prévia ou autorização da advogada.
Ao contestar o pedido de prisão, Francisley sustentou que o convite não continha ameaças, exigência de depoimento falso ou declarações previamente preenchidas para assinatura. Argumentou ainda que a entrega do documento, sem violência ou grave ameaça, não caracteriza, por si só, coação no curso do processo.
A manifestação também afirma que um eventual descumprimento de medidas cautelares não autoriza automaticamente a prisão preventiva. Para a defesa, seria necessário demonstrar risco atual e a insuficiência de outras medidas menos gravosas.
O processo tramita sob sigilo, e outros detalhes não foram disponibilizados.
MidiaNews




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