Uma denúncia anônima evitou que quatro mulheres, de 18, 19, 28 e 28 anos, fossem submetidas ao “salve” (sessão de tortura) promovido por uma facção criminosa em Pedra Preta. A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Militar, estourou na noite de sábado (18) o cativeiro onde as vítimas eram mantidas sob vigilância de oito criminosos e ameaçadas de agressões físicas.
A investigação apontou que a motivação do sequestro foi uma discussão ocorrida horas antes em um estabelecimento comercial da cidade. Integrantes do grupo ultraviolento decidiram “puni-las” por descumprirem as regras impostas pela organização na região e as mantiveram reféns desde o período da tarde.
No momento da abordagem policial à residência, houve correria. Parte dos suspeitos tentou quebrar telefones celulares para apagar provas e pulou muros de casas vizinhas para escapar do cerco, mas cinco envolvidos acabaram capturados em flagrante.
As quatro jovens foram salvas antes do início da sessão de violência física e encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil de Pedra Preta (PJC-MT) para prestarem depoimento.
Foram presos em flagrante três homens (de 18, 23 e 25 anos) e duas mulheres (de 18 e 46 anos), autuados por tortura, sequestro, cárcere privado e por integrarem organização criminosa.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do grupo. O Poder Judiciário acolheu o pedido e determinou a transferência de quatro dos investigados para unidades prisionais. Apenas uma das mulheres detidas teve a prisão convertida em domiciliar por estar na condição de lactante.
Repórter MT




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