16 julho, quinta-feira, 2026
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Cliente aciona supermercado na justiça por vender carne estragada

Um cliente acionou a Justiça contra o Supermercado Big Lar, localizado no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, após alegar ter comprado uma peça de carne nobre que estaria imprópria para consumo. O frigorífico Marfrig também consta como parte no processo. 

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De acordo com a ação protocolada no Juizado Especial Cível, o consumidor W. A. afirma que adquiriu, no dia 25 de junho de 2026, um corte de carne “Entrecote Montana”, com peso de 1,160 quilo, pelo valor de R$ 78,76.

Segundo o relato apresentado à Justiça, após chegar em casa, o cliente percebeu um forte odor vindo das sacolas das compras. Ao verificar os produtos, identificou que o cheiro vinha da carne adquirida no supermercado. Na ação, o consumidor descreveu o odor como semelhante ao de “carniça” e afirmou que o produto estava estragado.

Após constatar o problema, o cliente retornou ao estabelecimento, onde, segundo ele, o supermercado reconheceu a falha e realizou a substituição da mercadoria.

Pedido de indenização

Além da troca do produto, o consumidor decidiu buscar reparação judicial. Na ação, ele solicita indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil, alegando que foi exposto a riscos relacionados à saúde e à segurança alimentar.

O cliente também pede o ressarcimento de R$ 61,14 referente ao gasto com transporte por aplicativo utilizado para retornar ao supermercado e realizar a troca da carne.

A defesa sustenta que houve desgaste emocional e exposição indevida do consumidor a uma situação de risco, argumentando que o fornecedor deve responder pelos danos causados pela falha na prestação do serviço.

“Nesse sentido, a parte autora toma por guarida o entendimento do Superior Tribunal de Justiça e pede a indenização pelo desgaste emocional e pela exposição de sua saúde, segurança e vida em risco, bem como a devolução do valor gasto com meio de transporte”, afirmou a defesa no processo.

Audiência marcada

A Justiça determinou a realização de uma audiência de conciliação entre as partes, marcada para o dia 17 de agosto. O encontro deverá buscar uma possível solução consensual antes do andamento das demais etapas do processo.

Até o momento, não há informação sobre manifestação pública do supermercado ou do frigorífico sobre as alegações apresentadas na ação.

Folha do estado

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