O governo federal decidiu não participar da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para o próximo dia 6 de julho, em Washington, que discutirá a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
Materialde referência geográfica
A avaliação do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores é de que a audiência foi estruturada para receber manifestações de representantes do setor produtivo, especialistas e integrantes da sociedade civil, não sendo considerada o foro adequado para uma manifestação oficial do Estado brasileiro. A estratégia do governo permanece concentrada na atuação diplomática e nas negociações bilaterais conduzidas pelo Itamaraty junto às autoridades norte-americanas.
Enquanto o governo opta por não comparecer ao evento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou participação na audiência. O parlamentar protocolou pedido para fazer um pronunciamento de cinco minutos perante o USTR, no qual defenderá a suspensão da tarifa proposta, argumentando que a medida poderá causar prejuízos a produtores, exportadores e consumidores tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos.
Nas redes sociais, Flávio afirmou que pretende representar os interesses brasileiros durante a audiência e cobrar maior atuação do governo federal nas negociações comerciais. O senador também defende a abertura de um diálogo bilateral para evitar o agravamento das restrições ao comércio entre os dois países.
Materialde referência geográfica
A audiência integra o processo de consulta pública instaurado pelo USTR antes da decisão definitiva sobre a proposta tarifária. A medida foi sugerida após investigação conduzida pelo órgão norte-americano, que apontou supostas práticas comerciais consideradas irregulares por Washington. A decisão final deverá ser anunciada após a conclusão das manifestações técnicas e institucionais apresentadas durante o processo.
Nos bastidores, entidades da indústria e do agronegócio acompanham com preocupação a tramitação da proposta, temendo impactos sobre as exportações brasileiras e sobre setores que mantêm forte relação comercial com o mercado norte-americano. Paralelamente, o governo brasileiro mantém interlocução diplomática com autoridades dos Estados Unidos na tentativa de evitar a implementação das novas tarifas, enquanto representantes da iniciativa privada se mobilizam para apresentar argumentos contrários à medida durante a audiência em Washington.
Folha do estado




OUÇA A RÁDIO NAZARENO