Registros públicos da execução de um dos principais contratos de fornecimento de insulina para o SUS indicam que há atraso na entrega ao Ministério da Saúde, com uma pendência de mais de 1,57 milhão de doses, restando apenas um mês para o encerramento do acordo. Esse volume de doses representa cerca de 20% do total de doses acertado quando o contrato foi assinado, em junho do ano passado.
Diante do atraso, o Ministério da Saúde optou por notificar a Biomm, que precisou prestar esclarecimentos. Em nota, a pasta assegurou à coluna que não há falta de insulina no SUS. Já a farmacêutica explicou que o atraso deve-se aos conflitos na região do Golfo e às restrições internacionais no fornecimento do produto em escala mundial (confira a íntegra das notas ao fim desta reportagem).
O acerto foi feito entre o Ministério da Saúde e a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório público controlado pelo Estado de Minas Gerais. A produção da insulina, porém, não é feita diretamente pela Funed, mas, sim, pela farmacêutica Biomm, em parceria com o laboratório indiano Wockhardt. As três partes formaram uma Parceria para Desenvolvimento Produtivo (PDP), aprovada pelo Ministério da Saúde em 2017, para transferência de tecnologia.
Metrópoles




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