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Licitação de R$ 111 milhões: leilão de terminais do BRT termina sem propostas em Cuiabá

O leilão para contratar uma empresa para construir os terminais do Ônibus de Transporte Rápido (BRT na sigla em inglês) terminou nesta quarta-feira (21) sem nenhuma proposta, de acordo com a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).

Diante disso, o governo estuda alternativas se serão feitas modificações no edital ou na forma de contratação para atrair mais empresas. Não há detalhes se a ausência de propostas neste leilão pode impactar na entrega da obra.

Vale lembrar que parte de obras da avenida do CPA até a Prainha, na região do Porto, está prevista para ser entregue entre março e abril deste ano. Já a construção das estações está prevista para o segundo semestre.

O valor de referência da licitação dos terminais era de R$ 111,5 milhões. No documento, a empresa que ganhasse o certame estaria responsável por construir de maneira integrada os terminais em Várzea Grande, no CPA e no Porto, incluindo também o Centro de Controle Operacional.

Em setembro do ano passado, o governo lançou o edital de construção de 41 estações do BRT com valor estimado de R$ 68,8 milhões. O conjunto de obras do modal foi licitado em 2022.

Os terminais

O Terminal de Várzea Grande está previsto para ser construído em área próxima ao Aeroporto Marechal Rondon, em continuidade a Avenida João Ponce de Arruda, segundo a Sinfra. O Terminal terá 9.700,3 m² de área construída, com espaço para embarque de passageiros e também para recarga dos veículos elétricos.

O Terminal do CPA, por sua vez, será construído em uma área em frente ao Comando Geral da Polícia Militar, na Avenida Rubens de Mendonça.

Já o Terminal do Porto está localizado na Avenida XV de Novembro, próximo ao supermercado Atacadão. Junto a este terminal será instalado o CCO do BRT, lugar onde funcionará todo o comando da operação do Sistema de Transporte.

Histórico

Inicialmente, o modal escolhido era o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi projetado para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

As obras do projeto de implantação do VLT custaram mais de R$ 1 bilhão para os cofres públicos do estado e foram marcadas por corrupção e entraves judiciais ao longo dos anos.

Por isso, em dezembro de 2014, as obras foram interrompidas. Quatro anos depois, o governo decidiu romper o contrato com o consórcio VLT e, depois, decidiu substituir o modal pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT).

Os trilhos do VLT foram vendidos para a Bahia, onde foram implementados e já estão em funcionamento. Por aqui, as obras do novo modal ainda avançam na cidade e região metropolitana.

g1-MT

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