O novo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Waldir Júlio Teis, determinou a exoneração de 16 servidores e ocupantes de cargos comissionados da instituição nesta terça-feira (3). A medida foi adotada no primeiro dia de sua gestão, após a prisão do então presidente do órgão, Sérgio Ricardo de Almeida, durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Entre os exonerados estão cinco servidores que tiveram prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outros 11 que foram afastados cautelarmente das funções por determinação judicial. Os atos foram publicados no Diário Oficial de Contas.
A lista inclui Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral; Gustavo Fernandes da Silva, assistente jurídico; Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência; Adriangelo Barros Antunes, secretário executivo de comissão permanente; e Roseli Loss, chefe de gabinete de Sérgio Ricardo. Os cinco tiveram mandados de prisão cumpridos durante a operação realizada na última quinta-feira (29).
Também foram exonerados Adjair Roque de Arruda, Carlos Alexandre Pereira, Carlos Felipe Oliveira Almeida, Carlos Romeu Rodrigues de Medeiros, Edson Luiz Ribeiro de Oliveira, Eneias Viegas da Silva, Jocimauro Bento do Carmo, Maurício Marques Júnior, Márcio Antônio Silvério, Olavo Lage Filho e Vitor Turri Romano.
A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de irregularidades em contratos administrativos, pagamentos a servidores e movimentações financeiras dentro do Tribunal. Segundo os elementos reunidos na investigação, servidores teriam recebido valores fora da folha convencional de pagamento, em operações que agora são analisadas pelos investigadores.
A apuração também aponta suspeitas relacionadas à suspensão de pagamentos de contratos sob a justificativa de contenção de despesas. Conforme os documentos da investigação, portarias teriam sido editadas para interromper pagamentos a determinadas empresas, enquanto outras prestadoras de serviços teriam permanecido na relação de credores.
Os investigadores analisam ainda movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo pagamentos realizados por meio de ordens bancárias avulsas e em instituições financeiras distintas.
A operação resultou na prisão de Sérgio Ricardo, além dos cinco servidores citados. O Superior Tribunal de Justiça também determinou medidas cautelares contra outros integrantes da estrutura do TCE-MT, incluindo conselheiros, com afastamentos de funções, restrições de acesso às dependências do Tribunal e proibição de contato com outros investigados.
Com a prisão do então presidente e o afastamento de integrantes da Corte, Waldir Teis, que ocupava a vice-presidência, assumiu o comando da instituição. A nova gestão terá de garantir a continuidade dos trabalhos de fiscalização e controle das contas públicas enquanto as investigações avançam.
Os servidores mencionados na investigação não foram condenados. A apuração da Polícia Federal continua, e as defesas dos citados devem ser procuradas para manifestação.
Veja os 16 nomes:
- Grhegory Paiva Pires Moreira Maia
- Gustavo Fernandes da Silva
- Felipe José Glinke
- Adriangelo Barros Antunes
- Roseli Loss
- Adjair Roque de Arruda
- Carlos Alexandre Pereira
- Carlos Felipe Oliveira Almeida
- Carlos Romeu Rodrigues de Medeiros
- Edson Luiz Ribeiro de Oliveira
- Eneias Viegas da Silva
- Jocimauro Bento do Carmo
- Maurício Marques Júnior
- Márcio Antônio Silvério
- Olavo Lage Filho
- Vitor Turri Romano
Folha do estado




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