11 agosto, terça-feira, 2026
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Investigado por assédio e ameaça, professor de Direito da UFMT é preso após violar cautelares e coagir testemunhas

A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão preventiva do professor do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, hoje (10). O docente é investigado pelos crimes de coação no curso do processo e violação de sigilo judicial em uma investigação que apura episódios de ameaça e assédio reportados por uma acadêmica da instituição.

O mandado foi expedido pela magistrada Henriqueta Ferreira Lima após o descumprimento sucessivo das medidas cautelares. Conforme os autos, o investigado teria utilizado terceiros para tentar contatar a vítima, repassado informações sigilosas da ação em um grupo acadêmico com centenas de membros e abordado diretamente testemunhas do caso.

A decisão judicial aponta ainda a difusão de conteúdos difamatórios contra a aluna, concluindo que a liberdade do professor gerava risco à ordem pública e à instrução criminal.

O docente já se encontrava afastado preventivamente de suas funções acadêmicas no campus de Cuiabá por determinação da Reitoria da UFMT, em razão de procedimento administrativo instaurado para apurar a conduta no âmbito universitário.

Em manifestações anteriores sobre as acusações no meio acadêmico, Saulo negou o envio de mensagens de teor não institucional e atribuiu a controvérsia a representações feitas por sua esposa contra a estudante. 

Histórico de condenação por perseguição

O histórico do investigado acumula registros no Poder Judiciário estadual. O docente foi condenado por prática de stalking (perseguição) contra uma ex-companheira, após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) comprovar o envio insistente e não autorizado de e-mails em 2022.

Apesar das tese defensivas que tentavam anular a ação questionando a validade das citações e das provas digitais, matérias levadas pela defesa aos tribunais superiores, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a validade do processo e a condenação do docente.

Repórter MT

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