Um adolescente protagonizou um dos mais graves ataques a uma instituição de ensino na Tailândia ao matar os próprios avós e, em seguida, invadir uma escola na província de Nonthaburi, ao norte de Bangcoc, onde assassinou três estudantes e três professores nesta sexta-feira (7).
Após os disparos, o autor também morreu. As autoridades tailandesas, no entanto, ainda não esclareceram se ele foi morto durante a intervenção policial ou se tirou a própria vida.
O ataque provocou pânico entre alunos, professores e funcionários da escola. Testemunhas relataram momentos de terror durante a invasão.
“Ouvi muitos tiros, muito altos. Parecia que o atirador estava no andar de cima. Era possível ouvir até as cápsulas caindo no chão”, contou a estudante Pawarisa Maylissa.
Ela afirmou que temeu não sobreviver ao ataque. “Tive medo de morrer e de não realizar meus sonhos”, disse.
Após o atentado, pais correram até a unidade de ensino para buscar os filhos, enquanto estudantes e servidores deixavam o prédio em meio ao desespero. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram cápsulas de munição espalhadas pelo chão e o suspeito vestindo uniforme escolar.
Colegas afirmaram que o adolescente apresentava comportamento considerado preocupante e era vítima de intimidações.
“Era um garoto perturbado. Amigos diziam que ele tinha interesse pelo FBI e por armas, além de sofrer bullying de outros estudantes”, relatou o aluno Purin Khumchoo, de 17 anos, que escapou dos disparos.
Segundo ele, o jovem demonstrava habilidade incomum no manuseio da arma.
“Quando ele apontou a arma para mim, parecia alguém que havia treinado por muito tempo”, afirmou.
De acordo com a polícia, outras 23 pessoas ficaram feridas durante o ataque. A vice-ministra do Interior da Tailândia, Polapee Suwunchwee, informou que pelo menos 15 estudantes sofreram lesões enquanto tentavam fugir do local.
O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, classificou o episódio como um “incidente terrível” e lamentou a sequência de ataques registrados no país nos últimos anos.
“Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde acontecer em nosso país?”, declarou.
Apesar das restrições legais, a Tailândia possui uma das maiores taxas de circulação de armas de fogo do Sudeste Asiático, com cerca de 10 milhões de armamentos em poder da população — o equivalente a aproximadamente uma arma para cada sete habitantes.
O país já registrou outros episódios de violência em escolas. Em 2022, um ex-policial invadiu uma creche no norte da Tailândia e matou 36 pessoas, entre elas 24 crianças, em um dos massacres mais chocantes da história recente do país.
Folha do Estado




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