As empresas estatais federais, que voltaram a operar no vermelho no terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), têm registrado sucessivos recordes negativos.
Entre janeiro e maio deste ano, o déficit somou R$ 5,9 bilhões – o pior para o período desde o início da série histórica do Banco Central (BC) e superior ao registrado em todo o ano de 2025, quando o resultado negativo foi de R$ 3,6 bilhões.
Considerando também empresas estaduais e municipais, o rombo alcança R$ 7,4 bilhões. No acumulado de 12 meses encerrados em maio, a soma chega a R$ 9,7 bilhões.
Os resultados não surpreendem analistas econômicos ouvidos pela Gazeta do Povo, que identificam fatores como má gestão, aparelhamento político e uso das estatais para desvios de recursos públicos, problemas já observados em governos anteriores.
Foram esses fatores que levaram à aprovação da Lei das Estatais, em 2016, que estabeleceu critérios técnicos para a indicação de gestores após os prejuízos históricos registrados durante o governo Dilma Rousseff (PT) e os escândalos revelados pela Operação Lava Jato.
Com a mudança, a partir de 2018, ainda no governo Michel Temer (MDB), as empresas passaram a registrar superávits anuais, movimento que atingiu o pico em 2019, com saldo positivo de R$ 10,29 bilhões. O último resultado no azul foi registrado em 2022, no encerramento do governo Jair Bolsonaro (PL), quando as estatais fecharam o ano com superávit de R$ 4,75 bilhões.
Gazetadopovo




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