15 julho, quarta-feira, 2026
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Pivetta descarta intervenção e privatização no DAE de VG: “nenhuma empresa privada tem interesse”

O governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) negou a intenção de realizar uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) e anunciou que um plano de ação estratégico para a autarquia será apresentado até o fim desta semana. A declaração, feita em coletiva nesta terça-feira (14), ocorre em meio à pressão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), que defendem medidas drásticas para sanar o colapso no abastecimento e a dívida de R$ 315 milhões da instituição.

“Eu não sei quem falou em intervenção, na nossa parte aqui nós nunca falamos. Nós estamos estudando medidas responsáveis para ajudar a fazer, ou fazer, a água chegar em todas as casas, todos os domicílios dos varzeagrandenses. Estamos estudando”, declarou Pivetta.

A postura do Executivo estadual surge após o TCE-MT sinalizar ao Ministério Público a necessidade de uma intervenção judicial devido a falhas graves na arrecadação e um passivo que inclui R$ 172 milhões em débitos de energia e R$ 143 milhões em dívidas judiciais. Apesar do apontamento do Tribunal, o governador pontuou que a solução passará por investimentos estruturais.

“As medidas necessárias, de acordo com o diagnóstico que está sendo elaborado, quais são as obras, os equipamentos que tem que adquirir. Até o final da semana nós vamos ter o plano completo de ação”, disse.

Além de rejeitar a intervenção, Pivetta comentou sobre a viabilidade de passar a gestão para a iniciativa privada, possibilidade que já vinha sendo avaliada pela prefeitura local por meio de consulta pública. Para o governador, o atual estado financeiro do DAE-VG é um empecilho para o mercado.

“Privatização, eu não sei, não é nós que vamos falar em privatização e nenhuma empresa privada tem interesse em pegar o DAE hoje, tanto é que não se fala nisso por hora. Então o que o Estado vai fazer, eu repito, é ajudar a fazer ou fazer diretamente”, afirmou.

O cenário gerou críticas do deputado estadual Júlio Campos (UB), que classificou a movimentação do Estado como “politicagem”, alegando falta de tempo hábil para licitações e execuções de obras antes do período eleitoral. Questionado sobre as falas de Campos, Pivetta preferiu focar nos resultados de sua visita recente à sede do DAE, onde classificou a falta de água como um “flagelo” para a população.

“Primeiro que o que nós fizemos foi anúncios inteligentes que vão definitivamente mudar a história de Várzea Grande. Eu não vou responder as críticas dele, que é o direito dele”, concluiu o gestor.

O governo estadual já oficializou o repasse de R$ 54,2 milhões para o município, embora o montante também contemple outras frentes de infraestrutura e pavimentação.

Hipernotícias

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