O juiz da Vara Única de Aripuanã (a 1.001 km de Cuiabá), Yago da Silva Sebastião, homologou a prisão de Leomar Ramos da Cruz, de 29 anos, acusado de matar a própria esposa, Valquiria Araújo Lopes da Silva, também de 29 anos, no último domingo (28), no município.
Após dois dias foragido da polícia, Leomar se entregou nessa terça-feira (30) e passou por audiência de custódia hoje (1º). Na ocasião, a defesa dele se manifestou contrária à homologação da prisão e pediu a liberdade provisória do feminicida, sustentando que não havia necessidade da prisão e solicitando a aplicação de medidas cautelares.
Contudo, o pedido não foi apreciado pelo magistrado, que alegou que a audiência de custódia tem a finalidade exclusiva de analisar a legalidade da prisão.
“No tocante ao requerimento defensivo de revogação da prisão preventiva, deixo de apreciá-lo neste momento, porquanto a presente audiência de custódia tem por finalidade exclusiva a análise da legalidade e das circunstâncias da prisão, devendo eventual pedido de revogação ser formulado nos autos próprios, com a documentação pertinente, para posterior manifestação do Ministério Público e apreciação por este Juízo”, diz trecho da decisão.
O crime
Valquiria Araújo Lopes da Silva foi assassinada a tiros pelo marido, Leomar Ramos da Cruz, no último domingo, dentro da residência do casal, no bairro Vila Operária, em Aripuanã. Após o feminicídio, Leomar fugiu levando as duas filhas do casal em uma caminhonete Strada vermelha e deixou as crianças na casa dos próprios pais, avós paternos das meninas.
Segundo a Polícia Civil, ele chegou a ligar para os pais e confessar o assassinato. A filha mais velha ouviu a conversa e contou à avó materna que o padrasto havia matado a mãe, o que levou a família a acionar as forças de segurança. A Polícia Militar encontrou Valquiria já sem vida.
Após dois dias foragido, Leomar se apresentou à Polícia Civil na tarde desta terça-feira, em Colniza (a 1.059 km de Cuiabá), acompanhado de um advogado. O mandado de prisão expedido pela Justiça, após representação do delegado Robson Santiago, foi cumprido. Ele foi levado para interrogatório, mas permaneceu em silêncio.
O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Repórter MT




OUÇA A RÁDIO NAZARENO