28 maio, quinta-feira, 2026
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Após 38 anos, acusados da “Chacina de Juara” irão a júri popular

O Tribunal do Júri da Comarca de Sinop realizará, na próxima terça-feira (2), o julgamento de sete réus acusados de envolvimento em um triplo homicídio ocorrido em janeiro de 1988, no município de Juara (a 733 km de Cuiabá). O caso ficou conhecido como “Chacina de Juara”. 

A sessão será aberta ao público, terá início previsto para as 8h30 e será realizada de forma híbrida, sob a presidência da magistrada Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade.

O caso, ocorrido há quase 40 anos, foi registrado após um grupo de 14 pessoas sair de Juara em uma caravana até o município de Porto dos Gaúchos.

Na cidade, eles invadiram a cadeia pública e retiraram Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva da unidade prisional, após os três serem acusados de cometer um latrocínio contra um taxista de Juara. 

Após retirarem os suspeitos da cadeia, o grupo os levou sob tortura até uma praça pública, conhecida como “Praça dos Colonizadores”, onde, com golpes de faca, facões, foices, marretas, machados e outros objetos, teriam assassinado as vítimas.

Serão julgados os réus Hildo Deodato Siqueira, Hilton Giocondo Saporski, Adão Rodrigues, Jonas Dante, Agapito Generoso Batista, Sergio Gaspar Branco e Donizete Aparecido Silva.

Ao longo dos anos, o processo chegou a envolver 59 pessoas denunciadas. Parte dos acusados foi absolvida em julgamentos anteriores, enquanto outros tiveram a punibilidade extinta ou foram impronunciados por falta de provas consideradas suficientes pela Justiça.

A defesa dos acusados será realizada pela Defensoria Pública e pelos advogados criminalistas Bruno Hintz, Maely Marques, Sônia Mara de Carvalho, Vanessa Cobos e Jorge Balbinote.

Midianews

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