20 maio, quarta-feira, 2026
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“Gabinete informal” de Janja é alvo de ação que questiona gastos de R$ 3 milhões com dinheiro público

Uma ação popular movida pelo vereador Guilherme Kilter aponta que o chamado “gabinete informal” da primeira-dama Rosângela Lula da Silva teria gerado gastos próximos de R$ 3 milhões em recursos públicos, envolvendo salários de servidores e despesas com viagens.

Segundo os dados apresentados na ação, os cálculos foram elaborados com base em informações oficiais do Painel de Viagens do Ministério do Planejamento e no Portal da Transparência, considerando o período a partir de janeiro de 2024. O levantamento também inclui despesas relacionadas a missões oficiais e remuneração de servidores vinculados à estrutura da Presidência da República.

De acordo com a análise jurídica anexada ao processo, seis servidores estariam vinculados ao acompanhamento das atividades da primeira-dama, incluindo assessores e fotógrafo. Entre eles, o fotógrafo Cláudio Adão é citado como o servidor com maior número de deslocamentos no período, somando nove viagens oficiais.

Embora a primeira-dama não possua cargo formal na administração pública, a ação sustenta que há uma estrutura de apoio composta por servidores da Presidência para auxiliar em suas agendas e compromissos institucionais.

O processo foi inicialmente rejeitado pela Justiça Federal, mas o parlamentar recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, buscando a continuidade da ação. Kilter afirma que o recurso tem como objetivo “combater o descaso com o dinheiro público do cidadão brasileiro”.

Até o momento, não houve manifestação pública detalhada da primeira-dama sobre os dados específicos citados na ação. O caso segue em análise no âmbito judicial.

Folha do estado

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