Os brasileiros que possuem planos de saúde coletivos começaram 2026 enfrentando novos aumentos nas mensalidades. Dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam que o reajuste médio aplicado neste tipo de contrato ficou em 9,9% ao longo do ano.
O percentual engloba principalmente planos empresariais e por adesão, modalidades que concentram a maior parte dos beneficiários da saúde suplementar no país. Mesmo sendo considerado o menor reajuste dos últimos anos, o índice ainda supera a inflação oficial e continua pesando no orçamento de trabalhadores e empresas.
Nos contratos coletivos com até 30 usuários, os aumentos foram ainda maiores. Em alguns casos, os reajustes ultrapassaram 13%, conforme levantamento da própria agência reguladora. Diferentemente dos planos individuais, esse tipo de contrato não possui limite único estabelecido pela ANS, o que permite percentuais negociados diretamente entre operadoras e clientes.
Representantes do setor alegam que os reajustes acompanham a elevação dos custos médicos, hospitalares e tecnológicos registrados nos últimos anos. Já consumidores e entidades de defesa afirmam que as altas sucessivas têm dificultado a permanência de muitas famílias nos planos privados.
O cenário também reacendeu discussões sobre a necessidade de regras mais rígidas para os contratos coletivos, já que milhões de brasileiros dependem desse modelo de assistência médica. Enquanto os reajustes avançam, empresas do setor seguem registrando resultados financeiros expressivos no mercado da saúde suplementar.
Folha do estado




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