Um adolescente de 13 anos, estudante do Instituto São José, em Rio Branco (AC), matou duas funcionárias a tiros e deixou duas pessoas feridas durante um atentado ocorrido no início da tarde desta terça-feira (5). O garoto pegou a pistola calibre .380 do padrasto, que é advogado e mantinha a arma em casa.
Em nota divulgada pela Agência Brasil, o governo do Acre informou que o autor dos disparos se entregou à Polícia Militar e está sob custódia do Estado.
“As forças de segurança seguem atuando de forma integrada para garantir a elucidação completa do caso”, diz trecho do documento.
As vítimas fatais do atentado foram identificadas como Raquel Sales Feitosa e Alzenir Pereira da Silva. Elas foram atingidas em um dos corredores de acesso às salas de aula e morreram ainda no local. As duas trabalhavam como supervisoras de corredor. Entre os feridos estão um adulto e uma criança.
De acordo com o governo estadual, as vítimas feridas receberam atendimento imediato e seguem acompanhadas pelas equipes da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
“Diante da tragédia, o Estado manifesta profunda solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e a todos os profissionais da educação impactados por este episódio. Também informa que está mobilizando equipes de apoio psicossocial para oferecer suporte aos alunos, professores e demais envolvidos”, finaliza a nota.
A Prefeitura de Rio Branco também se posicionou por meio de nota, manifestando solidariedade aos familiares das vítimas, pais de alunos, funcionários e toda a comunidade escolar.
“Reafirmamos que a escola deve ser um espaço de acolhimento, proteção e esperança. Diante de uma tragédia como essa, nos unimos em reflexão e no compromisso de fortalecer, juto às famílias e à sociedade, o cuidado com nossas crianças, adolescentes e profissionais da educação”, cita o documento.
Diante do ocorrido, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) acionou o protocolo de segurança e suspendeu, por três dias, as aulas em todas as escolas da rede estadual de ensino.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que deve esclarecer a motivação, a dinâmica e as responsabilidades do crime.
Repórter MT




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