A mãe da jovem Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, assassinada na última sexta-feira (10), em Tapurah (a 433 km de Cuiabá), em Mato Grosso, afirmou que os autores do crime são “dois vermes” e desabafou sobre a dor da perda da filha, dizendo não saber como seguirá a vida após o feminicídio.
Júlia foi assassinada por Alair Ferreira de Lima, de 75 anos. Ele confessou o crime e afirmou ter atacado a jovem com golpes de facão e pé-de-cabra. Em seguida, colocou o corpo da vítima em uma bolsa (bag) e acionou Hédio Antonio Machado, de 66 anos, para ajudá-lo a colocar o corpo no porta-malas de um carro.
Em um relato emocionado, a mãe conta que sentiu um mal-estar no dia do crime, que a fez interromper compromissos e retornar para casa antes do previsto, dizendo acreditar que teve um pressentimento.
“Na sexta-feira, fui ao centro de Florianópolis fazer a unha. Tive que voltar para casa ao meio-dia. Eu estava sentindo alguma coisa, com certeza eu estava sentindo, a minha filha estava prestes a ser assassinada. Dois vermes, dois parasitas”, afirmou.
Durante o relato ela também afirmou estar “anestesiada” e vivendo à base de medicamentos para suportar o impacto da notícia. Segundo ela, o abalo emocional tem sido profundo, e a rotina passou a ser sustentada com ajuda de remédios. “Eu estou anestesiada até agora, estou à base de remédio”, afirmou.
A mãe também questionou o sentido da própria existência após a tragédia. “O que que eu vou ficar fazendo aqui na terra sabendo que eu nunca mais vou abraçar minha filha, que nunca mais vou beijar minha filha?”, lamentou.
Ela também afirmou não saber se algum dia conseguirá perdoar os responsáveis pelo assassinato da filha. “Me responde como que se perdoa um assassino da tua filha?”, questionou.
Repórter MT




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