2 junho, terça-feira, 2026
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Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões nos três primeiros meses de 2026, conforme balanço divulgado pela estatal. O resultado representa um aumento superior a 82% em comparação ao mesmo período de 2025, quando a empresa havia registrado déficit de R$ 1,7 bilhão.

O novo resultado amplia a sequência de perdas financeiras da companhia, que não registra lucro em um primeiro trimestre desde 2022. Os déficits vêm crescendo ano após ano: R$ 328 milhões em 2023, R$ 801 milhões em 2024, R$ 1,7 bilhão em 2025 e agora R$ 3,1 bilhões em 2026.

A situação financeira dos Correios já havia se agravado em 2025, quando a estatal encerrou o ano com prejuízo acumulado de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do déficit registrado em 2024, de R$ 2,6 bilhões. O resultado marcou o 14º trimestre consecutivo de perdas da empresa.

Segundo informações divulgadas pela empresa, a estatal enfrenta dificuldades provocadas pela redução de receitas em serviços tradicionais, aumento dos custos operacionais e avanço da concorrência privada no setor logístico. Além disso, despesas judiciais e financeiras vêm pressionando as contas da companhia.

Diante do agravamento da crise, os Correios anunciaram no fim de 2025 um plano de reestruturação dividido em três etapas. Entre as medidas previstas estão a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões para recuperação da liquidez, a implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para cerca de 10 mil funcionários e o fechamento de aproximadamente mil unidades em todo o país.

A empresa também prevê a revisão de cargos de média e alta remuneração, além de um processo de modernização operacional que deverá ocorrer entre 2026 e 2027. A estratégia inclui ainda a busca por novas fontes de receita e parcerias para ampliar a atuação da estatal.

Recentemente, integrantes da equipe econômica do governo federal reconheceram a gravidade da situação financeira dos Correios e alertaram para a necessidade de adoção de medidas urgentes para evitar a ampliação do rombo nas contas da empresa.

Folha do estado

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