O secretário de Saúde, Juliano Mello, desmentiu informações sobre um possível desmonte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por parte do governo e garantiu que o termo de cooperação firmado entre a Secretaria e o Corpo de Bombeiros tem como foco ampliar o atendimento em mais regiões do estado, além de dar mais agilidade às equipes nas ocorrências.
“Não há fechamento do Samu em nenhum lugar”, destacou ao comentar a parceria com o Corpo de Bombeiros, formalizada por meio da implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, em junho de 2025.
Juliano foi convocado pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre o termo na manhã desta quarta-feira (22), após críticas de servidores sobre redução no quadro de profissionais após o firmamento do termo, o que poderia impactar no atendimento à população, o que ele negou. Depois da reunião, o gestor explicou que o modelo tende a melhorar o serviço e também gerar economia aos cofres públicos.
“A cooperação vem para melhorar o serviço principalmente nos municípios do interior onde não tem Samu. Hoje nós temos Samu em 24 [municípios] e com projeto de ampliação para mais 28. No entanto isso representa quase 60% dos municípios que não tem atendimento pré-hospitalar. Com a cooperação a gente passa a aumentar bem essa cobertura porque a gente padroniza tanto o comando do pré-hospitalar como também os tempos de resposta”.
Segundo o secretário, como não há adesão de todos os municípios para pactuar o Samu, a alternativa encontrada foi integrar as equipes do Corpo de Bombeiros aos atendimentos. Isso porque as bases da corporação estão distribuídas pelo estado e possuem estrutura para auxiliar nos resgates.
Outra vantagem, conforme Juliano, é a centralização dos números de acionamento. Ele explicou que, em algumas cidades, o Samu não possui número próprio e, muitas vezes, é acionado por celulares, o que compromete a agilidade. Com a mudança, os chamados passam a ser direcionados a números institucionais, com despacho baseado na proximidade da ocorrência.
“Para o cidadão muda alguma coisa? Muda no sentido de que quando ele precisar do Samu ele não precisa ligar, por exemplo se ele está no município de Juara, lá ele liga em um número de celular porque não está centralizada a decisão e isso perde tempo, demora, atrasa. Como que ele faz agora? Ele liga no 192, 190, 193 e automaticamente a central absorve essa demanda e dispara quem está mais perto. Isso beneficia diretamente a população e é o que a gente quer”, exemplificou.
Em relação à demissão de 56 servidores do Samu, Juliano informou que 17 tiveram os contratos renovados e foram remanejados conforme a necessidade das unidades.
“Nossa proposta foi que a gente conciliasse que essa necessidade do que a Ses identificou e que as próprias unidades indentificam a gente vai sentar e alinhar novamente. Para deixar claro o planejamento e a finalidade disso. Mas afirmo: com a cooperação com a baixada cuiabana nós saímos de 12 unidades de atendimento pré-hospitalar para 25. Tanto que nós aumentamos aí quase 40% o número de atendimento”, finalizou.
Repórter MT




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