{"id":583,"date":"2024-06-11T12:33:58","date_gmt":"2024-06-11T16:33:58","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=583"},"modified":"2024-06-11T12:34:01","modified_gmt":"2024-06-11T16:34:01","slug":"esperanca-em-tempos-de-caos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2024\/06\/11\/esperanca-em-tempos-de-caos\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a em tempos de caos"},"content":{"rendered":"\n<p>Valmir Nascimento &#8211; \u00c9 pastor e escritor. Mestre em Teologia. Doutorando em filosofia.<\/p>\n\n\n\n<p>Isa\u00edas 53 \u00e9 um dos textos mais impactantes das Escrituras Sagradas. Nele encontramos alento para a alma, devo\u00e7\u00e3o para o esp\u00edrito e esperan\u00e7a para tempos conturbados.<\/p>\n\n\n\n<p>Escrito entre 740 e 680 a.C o livro de Isa\u00edas \u00e9 considerado um dos principais livros do Antigo Testamento. Devido sua \u00eanfase nas profecias acerca do Messias, Isa\u00edas \u00e9 referido como o profeta messi\u00e2nico, o profeta da reden\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo o profeta evang\u00e9lico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isa\u00edas 53, portanto, \u00e9 a s\u00edntese da sua mensagem prof\u00e9tica. Ele fala sobre a apari\u00e7\u00e3o, as dores e a gl\u00f3ria do Messias que havia de vir. Segundo o Coment\u00e1rio Beacon, \u201cesta \u00e9 a mais importante entre as profecias messi\u00e2nicas do Antigo Testamento. Quem, al\u00e9m de Isa\u00edas, poderia ter escrito um milagre liter\u00e1rio dessa magnitude? E quem, al\u00e9m do Esp\u00edrito Santo, poderia ter inspirado seus detalhes? Policarpo chamou-a de passagem dourada do Antigo Testamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de sua beleza, os versos soam-nos como um belo c\u00e2ntico, o C\u00e2ntico do Servo, que explicita de maneira inquestion\u00e1vel a obra expiat\u00f3ria de Cristo no Calv\u00e1rio. Lawrence Richards escreve que \u201clendo essas palavras antigas podemos apenas inclinar as nossas cabe\u00e7as e adorar. Elas nos introduzem \u00e0 pr\u00f3pria presen\u00e7a do nosso Deus\u201d[i].<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias, advindas principalmente do juda\u00edsmo, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o vincular essa passagem \u00e0 vida do meigo Nazareno, o Verbo encarnado que habitou entre n\u00f3s (Jo 1.14). O pr\u00f3prio Jesus aplicou esta profecia a si mesmo (Lc 22.37), assim como o fizeram seus disc\u00edpulos (Mt 8.17; Jo 12.38; Hb 9.28), reconhecendo que ela havia se cumprido na vida do Mestre. Portanto, \u201ca harmonia entre a vida e a morte de Jesus Cristo \u00e9 t\u00e3o precisa, que n\u00e3o poderia ser resultado de uma conjectura ou acidente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da hermen\u00eautica, o senso comum reconhece nos versos de Isa\u00edas 53 as marcas do Galileu. Ap\u00f3s uma pesquisa aplicada nos Estados Unidos em que esse texto era lido do in\u00edcio ao fim, sem fazer men\u00e7\u00e3o ao nome de Jesus, a grande maioria das pessoas respondia, ao final, que o texto se referia a ele. Para comprovar, fa\u00e7a esse mesmo teste com outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido sua riqueza liter\u00e1ria e profundidade teol\u00f3gica, v\u00e1rias abordagens poderiam ser dadas ao relato de Isa\u00edas 53, especialmente do ponto de vista doutrin\u00e1rio, visto que cont\u00e9m a suma do fundamento teol\u00f3gico da reden\u00e7\u00e3o que se consumou na cruz do calv\u00e1rio. Todavia, h\u00e1 tamb\u00e9m muita devo\u00e7\u00e3o nesse texto. Ele est\u00e1 encharcado de espiritualidade, piedade e de esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Isa\u00edas 53 \u00e9, al\u00e9m de tudo, uma mensagem de esperan\u00e7a, mormente para tempos de descren\u00e7a e desespero.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos b\u00edblicos, por\u00e9m, devo\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confunde com mensagem de auto-ajuda. Definitivamente, o encorajamento e a esperan\u00e7a que se extrai do texto Sagrado apontam para o fortalecimento da f\u00e9 (Ef 6.10), o conforto espiritual (Rm 1.11) e para a verdadeira alegria (1 Ts 5.16), em Cristo.<\/p>\n\n\n\n<p>A esperan\u00e7a crist\u00e3 se fundamenta na f\u00e9 em Deus, se fortalece na experi\u00eancia e aponta para o amor (Rm 5.4). Enquanto isso a auto-ajuda se estriba na confian\u00e7a e na capacidade pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>A esperan\u00e7a crist\u00e3 \u00e9 cristoc\u00eantrica. A secular \u00e9 antropoc\u00eantrica.<\/p>\n\n\n\n<p>ESPERAN\u00c7A EM TEMPOS DE DESCREN\u00c7A<\/p>\n\n\n\n<p>A mensagem completa de Isa\u00edas 53 tem in\u00edcio no verso 13 do cap\u00edtulo anterior, at\u00e9 o verso 15, apresentando o Servo do Senhor. Na sequ\u00eancia, no verso primeiro encontramos duas perguntas: \u201cQuem deu cr\u00e9dito \u00e0 nossa prega\u00e7\u00e3o? E a quem se manifestou o bra\u00e7o do Senhor?<\/p>\n\n\n\n<p>Tais indaga\u00e7\u00f5es evidenciam a descren\u00e7a dos tempos do profeta. Quem poderia acreditar em um Messias sofredor? Quem acreditaria que o enviado de Deus haveria de ser desprezado e exposto ao vitup\u00e9rio?<\/p>\n\n\n\n<p>A descren\u00e7a \u00e9 um estado de nega\u00e7\u00e3o a Deus e ao seu poder. H\u00e1 uma grande diferen\u00e7a entre ter d\u00favida e ser incr\u00e9dulo. A d\u00favida \u00e9 inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, dadas as nossas limita\u00e7\u00f5es. A incredulidade \u00e9 a atitude de rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o divina. Jesus bradou contra os incr\u00e9dulos (Mt 17.17), mas n\u00e3o negou o pedido de prova de sua ressurrei\u00e7\u00e3o para dissipar a d\u00favida de Tom\u00e9 (Jo 20.27). A d\u00favida n\u00e3o \u00e9 um problema at\u00e9 ela se converter em incredulidade. E isso acontece quando elas n\u00e3o s\u00e3o resolvidas \u2014 ou s\u00e3o mal resolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos, igualmente, tempos de descren\u00e7a. N\u00e3o de descren\u00e7a na religi\u00e3o (e nas igrejas), que floresce cada dia mais e ressurge inclusive na esfera p\u00fablica. Presenciamos, por outro lado, a descren\u00e7a no Deus das Escrituras: pessoal, soberano e que se interessa pelo ser humano. Uma descren\u00e7a pr\u00e1tica que, a despeito de ser afirmar crer em Deus, n\u00e3o acredita que ele seja capaz de \u201cmanifestar o seu bra\u00e7o\u201d, intervir na hist\u00f3ria e efetuar milagres em nossos dias. Eis a raz\u00e3o pela qual notamos um sem n\u00famero de ateus pr\u00e1ticos em nossas igrejas: creem com os l\u00e1bios, mas descreem com o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao menos do ponto de vista da experi\u00eancia com o sagrado, a descren\u00e7a religiosa e o ate\u00edsmo crist\u00e3o talvez sejam mais perigosos que o ate\u00edsmo secularista, na medida em que, diante do conformismo e do tradicionalismo da religiosidade formal, impossibilitam a plena experi\u00eancia com Deus e impedem, ao mesmo tempo, o retorno imediato \u00e0 verdadeira espiritualidade. Mais cedo ou mais \u00e9 poss\u00edvel que o ateu reconhe\u00e7a a falibilidade de seus argumentos e de sua cosmovis\u00e3o com um todo, sentindo a necessidade de voltar-se para Deus. Enquanto isso, aqueles que vivem nas \u00e1guas g\u00e9lidas da religi\u00e3o da descren\u00e7a, apegados ao formalismo e vinculados a uma divindade distante; um Deus sem poder, dificilmente cair\u00e3o em si e abandonar\u00e3o a vida de pseudo-credulidade que est\u00e3o acostumados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar do tempo a rotina da falsa credulidade retira o discernimento e a capacidade de vislumbrar o toque de Deus nas pequenas coisas da vida. E assim, o crente incr\u00e9dulo torna-se incapaz de ver e reconhecer sua pr\u00f3pria incredulidade. No fim das contas, a falsa espiritualidade \u00e9 a pior das cegueiras. \u00c9 a cegueira daquele que t\u00eam olhos, mas n\u00e3o v\u00ea (Is 43.8).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que Jesus bradou contra os falsos crentes da sua \u00e9poca, principalmente os fariseus. Acostumados ao ritualismo e ao rigor legalista, esqueceram-se de Deus e adoraram a religi\u00e3o, tornando-se incr\u00e9dulos dos templos. Al\u00e9m de dar grande valor \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es religiosas como a lavagem das m\u00e3os antes das refei\u00e7\u00f5es (Mc 7.3) e ao recolhimento do d\u00edzimo (Mt 23.23), os fariseus jejuavam regularmente (Mt 9.14) e enfatizavam a observ\u00e2ncia do s\u00e1bado (Mt 12.1). Entretanto, eram avarentos (Lc 16.14) e em suas ora\u00e7\u00f5es gostavam de se vangloriar de seus atributos morais (Lc 18.11,12). Em raz\u00e3o do seu legalismo Jesus os repreendeu de forma corajosa (cf. Mt 23), chamando-os de amantes dos primeiros lugares, hip\u00f3critas e condutores cegos, pois a religiosidade deles estava baseada no exterior, nos rituais e na justi\u00e7a pr\u00f3pria, em desprezo \u00e0 parte mais importante da lei: o ju\u00edzo, a miseric\u00f3rdia e a f\u00e9 (v.23).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, Isa\u00edas 53 fornece-nos esperan\u00e7a em tempos de ate\u00edsmo crescente, religiosidade formal e incredulidade pr\u00e1tica. O seu cumprimento prof\u00e9tico de forma cabal em Cristo evidencia a veracidade das Escrituras e acima de tudo a fidelidade do pr\u00f3prio Deus. Encontramos esperan\u00e7a porque vemos, ainda hoje, a m\u00e3o de Deus se manifestar em nosso meio. Ao contr\u00e1rio do de\u00edsmo, que acredita em uma divindade distante, que criou o universo e o abandonou \u00e0 pr\u00f3pria sorte, por meio de Cristo encontramos um Deus que interv\u00e9m e se revela diariamente; \u00e9 o Pai presente (Rm 8.15).<\/p>\n\n\n\n<p>Inevitavelmente, o bra\u00e7o do Senhor tem se manifestado no nosso tempo. A palavra para bra\u00e7o, conforme Beacon, \u00e9 \u2018zeroa\u2019 e indica o forte bra\u00e7o de Deus intervindo nas quest\u00f5es da humanidade, indicando a sua a\u00e7\u00e3o decisiva[ii]. Com efeito, a sua manifesta\u00e7\u00e3o se d\u00e1 mediante a sua provis\u00e3o geral, para crentes e descrentes, mantendo a pr\u00f3pria vida e suas condi\u00e7\u00f5es, ou de modo especifico para aqueles o buscam e s\u00e3o alvos de sua gra\u00e7a salvadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Roger Scruton escreveu que Deus \u201ctem uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima at\u00e9 com aqueles que o rejeitam. Assim como o esposo de um casamento sacramental, Deus \u00e9 inevit\u00e1vel, ou evit\u00e1vel apenas por meio da cria\u00e7\u00e3o de um vazio. Esse vazio se abre \u00e0 nossa frente quando destru\u00edmos o rosto \u2014 n\u00e3o apenas o rosto humano, mas o rosto do mundo tamb\u00e9m. O vazio sem Deus \u00e9 aquilo com quem nos defrontamos quando nossos ambientes perdem o rosto\u201d[iii]. Desse modo, ainda que os ateus possam n\u00e3o o reconhecer, negando-lhe a exist\u00eancia, o bra\u00e7o de Deus \u00e9 quem os sustenta. Logo, ate\u00edstas s\u00e3o como crian\u00e7as nos bra\u00e7os de um adulto, choramingando e dizendo que ele n\u00e3o existe. O que, de fato, \u00e9 uma grande ironia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas em Isa\u00edas 53 encontramos esperan\u00e7a porque sabemos que o bra\u00e7o do Senhor tem se manifestado de modo ainda mais espec\u00edfico na vida daqueles que o temem, por meio de sua gra\u00e7a. Para esses, Deus tanto \u00e9 provedor quanto Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas Escrituras encontramos a promessa da provis\u00e3o de Deus. Jesus disse: \u201cMas, buscai o Reino de Deus e a sua justi\u00e7a, e todas essas coisas vos ser\u00e3o acrescentadas\u201d (Mt 6.33). Jesus est\u00e1 se referindo ao que ele havia acabado de mencionar: \u201cN\u00e3o andeis cuidadosos quanto \u00e0 vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. (v. 25). Longe de uma promessa de prosperidade e de triunfalismo, o Mestre est\u00e1 prometendo o b\u00e1sico da vida humana, baseando na provis\u00e3o de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>E tal provis\u00e3o requer um cora\u00e7\u00e3o dependente ao Senhor, confiando que ele \u00e9 capaz de suprir as nossas necessidades. Foi esta a li\u00e7\u00e3o que Deus deu aos israelitas durante a peregrina\u00e7\u00e3o pelo deserto, ao dar-lhes o man\u00e1 di\u00e1rio. O man\u00e1 era a prova da provis\u00e3o divina, mas tinha validade somente por um dia, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da sexta-feira. Tal prazo de validade requeria, obviamente, depend\u00eancia a Deus, na medida em que todos os dias os israelitas deveriam sair ao campo para recolher o alimento que caia dos c\u00e9us.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os israelitas estocassem o man\u00e1, imaginando que estariam providos e independentes por uma semana ou um m\u00eas, sem precisar sair ao campo, tal alimento apodreceria. Com isso, Deus estava ensinando ao seu povo a necessidade de confiar Nele e na sua provis\u00e3o di\u00e1ria. Eis o motivo pelo qual Jesus orou: \u201co p\u00e3o nosso de cada dia, d\u00e1-nos hoje\u2026\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da provis\u00e3o, Deus manifesta-se por meio da sua obra salvadora. Aqui encontramos maior esperan\u00e7a ainda. O descortinar do texto em Isa\u00edas 53 vai evidenciar, como veremos, o Deus que prov\u00ea salva\u00e7\u00e3o, por meio do Servo, como um cordeiro que foi levado ao matadouro, pondo-se por expia\u00e7\u00e3o do pecado. Maravilhosa esperan\u00e7a encontramos em um Deus que oferece seu filho para o perd\u00e3o dos nossos pecados. Encontramos esperan\u00e7a porque tal salva\u00e7\u00e3o \u00e9 por gra\u00e7a e n\u00e3o por m\u00e9rito humano (Ef 2.8). Paulo escreveu: \u201cPor que a gra\u00e7a de Deus se h\u00e1 manifestado, trazendo salva\u00e7\u00e3o a todos os homens\u201d (Tt 2.11).<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<ol>\n<li>RICHARDS, Lawrence. Coment\u00e1rio Devocional da B\u00edblia. 1.ed. RJ: CPAD, 2012, p. 385.<\/li>\n\n\n\n<li>PRICE, Ross E. e outros. Coment\u00e1rio B\u00edblico Beacon \u2014 Vol. 4 Isa\u00edas a Daniel. Rio de Janeiro: CPAD, p. 162.<\/li>\n\n\n\n<li>SCRUTON, Roger. O rosto de Deus. S\u00e3o Paulo: \u00c9 Realiza\u00e7\u00f5es, 2015, p. 17\u201318.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valmir Nascimento &#8211; \u00c9 pastor e escritor. Mestre em Teologia. Doutorando em filosofia. Isa\u00edas 53 \u00e9 um dos textos mais impactantes das Escrituras Sagradas. Nele encontramos alento para a alma, devo\u00e7\u00e3o para o esp\u00edrito e esperan\u00e7a para tempos conturbados. 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