{"id":25310,"date":"2026-08-24T07:11:03","date_gmt":"2026-08-24T11:11:03","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=25310"},"modified":"2026-08-24T07:11:04","modified_gmt":"2026-08-24T11:11:04","slug":"6-desaparecimentos-sao-registrados-por-dia-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/08\/24\/6-desaparecimentos-sao-registrados-por-dia-em-mato-grosso\/","title":{"rendered":"6 desaparecimentos s\u00e3o registrados por dia em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"\n<p>De janeiro a julho, Mato Grosso registrou 1.310 casos de pessoas desaparecidas, uma m\u00e9dia de 6 por dia. Deste total, 685 foram localizadas, enquanto 625 (47%) ainda n\u00e3o t\u00eam o paradeiro conhecido, conforme aponta o Painel de Dados de Pessoas Desaparecidas da Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Senasp). Mas esses n\u00fameros podem n\u00e3o refletir a realidade, j\u00e1 que a falta de atualiza\u00e7\u00e3o no sistema da Seguran\u00e7a P\u00fablica n\u00e3o oferece a confiabilidade necess\u00e1ria aos dados oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo painel mostra que, no Brasil, no mesmo per\u00edodo, foram registrados 51.234 desaparecimentos, uma m\u00e9dia de seis por dia. O Anu\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica aponta que o n\u00famero de registros de pessoas desaparecidas no Brasil mant\u00e9m trajet\u00f3ria ascendente, quando em 2025 foram registrados 84.269 desaparecimentos junto \u00e0s pol\u00edcias, um aumento de 3,6% em rela\u00e7\u00e3o aos 81.040 casos contabilizados em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, em Mato Grosso, a queda dos registros foi de -8,4%, caindo de 2.271 em 2024, para 2.112, no ano passado. Este ano, nos primeiros sete meses do ano, do total de desaparecidos, 867 eram homens e 443 do sexo feminino. Destes, 895 tinham mais de 18 anos, 405 entre 0 e 17 anos e 10 n\u00e3o tiveram as idades anotadas. N\u00fameros do N\u00facleo de Pessoas Desaparecidas (NPD), da Pol\u00edcia Civil, indicam que o maior n\u00famero de registros ocorreu na regi\u00e3o metropolitana. Em Cuiab\u00e1, foram 266 casos e 124 em V\u00e1rzea Grande, somando 390 desaparecidos nas duas maiores cidades do Estado. Na sequ\u00eancia est\u00e3o Sinop com 127 registros, Rondon\u00f3polis com 72, Nova Mutum (66), Pontes e Lacerda (49), Tangar\u00e1 da Serra (45), Primavera do Leste (44), C\u00e1ceres (41), Ju\u00edna (39) e \u00c1gua Boa (34).<\/p>\n\n\n\n<p>O delegado Br\u00e1ulio Junqueira, que comanda a DHPP de Sinop, garante que os n\u00fameros atribu\u00eddos ao munic\u00edpio de forma alguma revelam uma situa\u00e7\u00e3o real de pessoas desaparecidas ou mortas. Dos 127 registros de janeiro a julho, 14 teriam sido localizados, restando 113 sem paradeiro conhecido. \u201cO que acontece \u00e9 que \u00e9 feito o primeiro registro, mas depois, quando a pessoa volta, essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fornecida pela fam\u00edlia. \u00c9 o que ocorre na maioria dos casos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Junqueira, em casos em que a v\u00edtima continua desaparecida por um per\u00edodo maior, a fam\u00edlia cobra constantemente informa\u00e7\u00f5es na Pol\u00edcia Civil. Assegura que na DHPP n\u00e3o existe efetivo nem tempo para ficar trazendo as pessoas para serem ouvidas e esclarecer se a pessoa reapareceu. S\u00e3o muitas demandas com investiga\u00e7\u00f5es de homic\u00eddios. Lembra que s\u00e3o muitas situa\u00e7\u00f5es que envolvem desaparecimento e nem todas t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde idosos com dem\u00eancias, pessoas sem qualquer envolvimento com crimes que aparentemente abandonam tudo e v\u00e3o embora tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas em todos os casos, quando a fam\u00edlia nos procura, damos apoio e, se necess\u00e1rio, requisitamos ordens judiciais para quebra de sigilos banc\u00e1rios ou telem\u00e1ticos, buscando localizar o paradeiro da pessoa. Quando t\u00eam informa\u00e7\u00f5es relevantes, pedimos apoio do Cioaper para sobrevoo de drones em \u00e1reas indicadas, entre outras medidas\u201d, diz o delegado.<\/p>\n\n\n\n<p>Cita um caso recente de um jovem que tirou a pr\u00f3pria vida se jogando com o ve\u00edculo em um rio. Foram v\u00e1rias dilig\u00eancias com a ajuda de c\u00e2meras at\u00e9 localizar o carro com o corpo, dentro do rio. Cita outro caso de um morador que tem problemas card\u00edacos e saiu para pescar. A fam\u00edlia registrou sumi\u00e7o, mas sem as informa\u00e7\u00f5es mais b\u00e1sicas, como, por exemplo, onde e com quem ele costumava pescar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro foi visto pegando um \u00f4nibus na rodovi\u00e1ria para o Par\u00e1, e a fam\u00edlia registrou como desaparecimento. Junqueira aponta que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, quando a pessoa tem envolvimento com o crime, ou \u00e9 usu\u00e1ria de drogas e some, a possibilidade de ter sido morta em a\u00e7\u00e3o de faccionados \u00e9 grande. Ent\u00e3o, a pol\u00edcia d\u00e1 o apoio \u00e0 fam\u00edlia e fica atenta a den\u00fancias e situa\u00e7\u00f5es envolvendo localiza\u00e7\u00e3o de corpos ou ossadas.<\/p>\n\n\n\n<p>gazeta digital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De janeiro a julho, Mato Grosso registrou 1.310 casos de pessoas desaparecidas, uma m\u00e9dia de 6 por dia. 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