{"id":25098,"date":"2026-08-17T15:57:03","date_gmt":"2026-08-17T19:57:03","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=25098"},"modified":"2026-08-17T15:57:04","modified_gmt":"2026-08-17T19:57:04","slug":"jovem-morta-com-tiro-na-nuca-ficaria-tetraplegica-se-sobrevivesse-aponta-dhpp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/08\/17\/jovem-morta-com-tiro-na-nuca-ficaria-tetraplegica-se-sobrevivesse-aponta-dhpp\/","title":{"rendered":"Jovem morta com tiro na nuca ficaria tetrapl\u00e9gica se sobrevivesse, aponta DHPP"},"content":{"rendered":"\n<p>O disparo que matou Ana Cristina Pacheco Matos, 20, atingiu a regi\u00e3o da nuca e ficou alojado pr\u00f3ximo \u00e0 coluna cervical, segundo informa\u00e7\u00f5es repassadas pela equipe m\u00e9dica ao delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP). Conforme o delegado, caso sobrevivesse ao ferimento, a jovem poderia ficar tetrapl\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cristina foi morta na manh\u00e3 de s\u00e1bado (15), em uma quitinete no bairro Alvorada, em Cuiab\u00e1. O principal suspeito do crime \u00e9 o namorado dela, Fabiano Oliveira Borges, conhecido como \u201cP\u00e9pi\u201d, que est\u00e1 sendo procurado pela pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi um tiro na nuca. A muni\u00e7\u00e3o ficou alojada na altura da coluna vertebral. Segundo as informa\u00e7\u00f5es que a equipe m\u00e9dica passou para n\u00f3s, se ela sobrevivesse, ficaria tetrapl\u00e9gica\u201d, explicou Bruno Abreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o delegado, Ana Cristina trabalhava com o suspeito e os dois haviam iniciado um relacionamento havia cerca de duas semanas. A jovem tamb\u00e9m tinha um ex-marido e um filho pequeno.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o trabalha com a possibilidade de que o crime tenha sido motivado por uma situa\u00e7\u00e3o envolvendo o relacionamento da v\u00edtima. Conforme Abreu, Ana Cristina poderia estar tentando reatar com o ex-marido, e o suspeito teria tido acesso ao celular dela e encontrado alguma conversa que teria provocado uma rea\u00e7\u00e3o de ci\u00fames ou amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEla trabalhava com ele e estava se envolvendo com ele havia aproximadamente duas semanas. Ela tinha um ex-marido e um filho. Pelo que entendemos at\u00e9 agora, ela poderia estar tentando reatar com o ex, e o suspeito pode ter pegado o celular e visto alguma conversa. A partir disso, teria feito alguma amea\u00e7a\u201d, relatou o delegado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conversas com PM<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Equipes da Delegacia de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP) descobriram que um subtenente da Pol\u00edcia Militar manteve uma liga\u00e7\u00e3o de aproximadamente 8 minutos com P\u00e9pi. O policial j\u00e1 sabia que Fabiano era procurado pelo feminic\u00eddio, mas n\u00e3o comunicou imediatamente o contato aos superiores ou \u00e0 DHPP.<\/p>\n\n\n\n<p>A liga\u00e7\u00e3o foi descoberta durante as dilig\u00eancias realizadas na loja do suspeito, a P\u00e9pi Cell, no bairro Alvorada. O im\u00f3vel foi encontrado arrombado e revirado, com diversos produtos furtados. No local, os investigadores tamb\u00e9m encontraram o computador de Fabiano ligado, com o WhatsApp Web aberto e uma conversa com o policial militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o delegado Bruno Abreu, o subtenente recebeu por volta das 10h40 a informa\u00e7\u00e3o de que Fabiano era procurado pelo feminic\u00eddio e, logo depois, tentou ligar para o suspeito. Ele n\u00e3o atendeu inicialmente, mas retornou cerca de 10 minutos depois e os dois permaneceram na chamada por aproximadamente 8 minutos. O delegado afirmou que a equipe n\u00e3o acessou o conte\u00fado de \u00e1udios enviados pelo militar por entender que isso poderia configurar prova il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o sabemos o que ele falou. O que me chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que ele n\u00e3o comunica ao superior imediato que estava conversando com o suspeito, enquanto toda a Pol\u00edcia Militar estava procurando esse homem naquele dia\u201d, afirmou Bruno Abreu. O delegado ressaltou que equipes do 9\u00ba Batalh\u00e3o estavam empenhadas na localiza\u00e7\u00e3o de Fabiano e que o policial s\u00f3 teria comunicado o contato horas depois, quando descobriu que os investigadores j\u00e1 tinham conhecimento da conversa.<\/p>\n\n\n\n<p>O subtenente foi levado \u00e0 sede da DHPP nesta segunda-feira (17) para prestar esclarecimentos. Conforme Abreu, a investiga\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o permite afirmar o conte\u00fado da liga\u00e7\u00e3o nem se houve qualquer tentativa de favorecer ou alertar o suspeito. \u201cN\u00f3s n\u00e3o sabemos o que ele falou durante esses oito minutos. \u00c9 uma liga\u00e7\u00e3o muito longa para algu\u00e9m que acabou de praticar um feminic\u00eddio\u201d, declarou o delegado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crime<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, foi morta com um tiro na nuca na manh\u00e3 deste s\u00e1bado (15), no bairro Alvorada. O principal suspeito \u00e9 o namorado da v\u00edtima, conhecido como \u201cP\u00e9pi\u201d, que teria chegado \u00e0 resid\u00eancia por volta das 5h, efetuado o disparo e fugido de motocicleta ap\u00f3s trancar a porta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP), Ana Cristina chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade de sa\u00fade, mas n\u00e3o resistiu.<\/p>\n\n\n\n<p>No local, os investigadores encontraram uma mala com roupas prontas para uma poss\u00edvel viagem, levantando a suspeita de que o homem tenha tentado criar um \u00e1libi para indicar que estaria fora da cidade no momento do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edcia Civil tamb\u00e9m investiga a possibilidade de o filho da v\u00edtima, de 3 anos, ter presenciado parte do assassinato. A crian\u00e7a foi encontrada acordada e em estado de choque ap\u00f3s o crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Cristina trabalhava com P\u00e9pi e se envolveram h\u00e1 pelo menos duas semanas. Caso segue sob investiga\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta Digital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O disparo que matou Ana Cristina Pacheco Matos, 20, atingiu a regi\u00e3o da nuca e ficou alojado pr\u00f3ximo \u00e0 coluna cervical, segundo informa\u00e7\u00f5es repassadas pela equipe m\u00e9dica ao delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP). Conforme o delegado, caso sobrevivesse ao ferimento, a jovem poderia ficar tetrapl\u00e9gica. 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