{"id":23758,"date":"2026-07-06T07:19:15","date_gmt":"2026-07-06T11:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=23758"},"modified":"2026-07-06T07:19:16","modified_gmt":"2026-07-06T11:19:16","slug":"psicologa-orienta-familias-sobre-acordos-e-rotina-para-limitacao-das-telas-durante-as-ferias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/07\/06\/psicologa-orienta-familias-sobre-acordos-e-rotina-para-limitacao-das-telas-durante-as-ferias\/","title":{"rendered":"Psic\u00f3loga orienta fam\u00edlias sobre acordos e rotina para limita\u00e7\u00e3o das telas durante as f\u00e9rias"},"content":{"rendered":"\n<p>Com o in\u00edcio das f\u00e9rias escolares, celulares, televis\u00e3o, tablets e videogames tendem a ocupar ainda mais espa\u00e7o na rotina das crian\u00e7as. O per\u00edodo, marcado por mais tempo livre e menos compromissos, exige aten\u00e7\u00e3o dos pais para que o uso das telas n\u00e3o substitua atividades essenciais ao desenvolvimento infantil, como brincar, conviver, movimentar-se e fortalecer v\u00ednculos afetivos. Rotina, acordos e planejamento s\u00e3o a chave para o controle das telas e redu\u00e7\u00e3o de conflitos diante do n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta ganha for\u00e7a diante dos dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, produzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic Brasil) e pelo Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil. O levantamento aponta que 92% dos brasileiros de nove a 17 anos eram usu\u00e1rios de internet em 2025, o que representa cerca de 24 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes conectados no pa\u00eds. A pesquisa tamb\u00e9m mostra que 28% dos entrevistados acessaram a internet pela primeira vez at\u00e9 os seis anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a psic\u00f3loga infantil Anny Kariny Santana de Arruda, 29, o aumento do tempo de tela durante as f\u00e9rias \u00e9 comum, mas precisa ser acompanhado de perto pelos respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDurante as f\u00e9rias, \u00e9 natural que as crian\u00e7as tenham mais tempo livre e menos compromissos estruturados, o que favorece o aumento do uso de telas. Al\u00e9m disso, muitos pais continuam trabalhando e, em alguns momentos, os dispositivos acabam sendo uma alternativa para entreter os filhos\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.gazetadigital.com.br\/editorias\/politica-de-mt\/base-e-oposicao-se-unem-para-derrubar-decreto-de-abilio-que-pode-barrar-minha-casa-minha-vida\/851875\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leia mais &#8211;&nbsp;Base e oposi\u00e7\u00e3o se unem para derrubar decreto de Abilio que pode barrar Minha Casa, Minha Vida<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas na quantidade de horas diante dos aparelhos, mas nos preju\u00edzos que esse uso pode causar \u00e0 rotina e ao desenvolvimento da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no tempo de tela, mas no impacto que ele causa na rotina e no desenvolvimento da crian\u00e7a\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os sinais de uso excessivo est\u00e3o irritabilidade quando a crian\u00e7a precisa desligar o aparelho, perda de interesse por brincadeiras e atividades presenciais, altera\u00e7\u00f5es no sono, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, isolamento social e conflitos frequentes relacionados ao uso dos dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a tela passa a ocupar o lugar das intera\u00e7\u00f5es familiares, das brincadeiras e do movimento, \u00e9 importante rever esse h\u00e1bito\u201d, orienta a profissional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crian\u00e7as conectadas&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a das telas j\u00e1 faz parte da inf\u00e2ncia brasileira. Ainda de acordo com a TIC Kids Online Brasil 2025, o celular aparece como um dos principais meios de acesso di\u00e1rio \u00e0 internet: entre adolescentes de 15 a 17 anos, o percentual chegou a 98%; entre crian\u00e7as de 9 a 10 anos, foi de 82%. O domic\u00edlio tamb\u00e9m aparece como o principal local de acesso di\u00e1rio, citado por 95% dos usu\u00e1rios de internet de 9 a 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela a for\u00e7a dos conte\u00fados audiovisuais no cotidiano infantojuvenil. Entre os v\u00eddeos investigados, os de influenciadores digitais e s\u00e9ries, filmes ou programas online foram os mais acessados, ambos por 80% dos usu\u00e1rios de internet de 9 a 17 anos. O consumo v\u00e1rias vezes ao dia foi mais frequente no caso dos influenciadores digitais, citado por 46% dos entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reduzir o uso de celulares, televis\u00e3o e videogame sem transformar o tema em uma disputa dentro de casa, a psic\u00f3loga recomenda planejamento e di\u00e1logo. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 estabelecer regras antes que o conflito aconte\u00e7a, com hor\u00e1rios definidos e limites explicados de forma compat\u00edvel com a idade da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA melhor estrat\u00e9gia \u00e9 estabelecer regras claras e previs\u00edveis antes que o conflito aconte\u00e7a. Em vez de simplesmente proibir, os pais podem combinar hor\u00e1rios espec\u00edficos para o uso das telas e explicar os motivos desses limites de forma adequada \u00e0 idade da crian\u00e7a\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sociedade Brasileira de Pediatria tamb\u00e9m orienta limites por faixa et\u00e1ria: crian\u00e7as menores de dois anos n\u00e3o devem ser expostas \u00e0s telas; de dois a cinco anos, o recomendado \u00e9 at\u00e9 uma hora por dia, com supervis\u00e3o; de seis a 10 anos, de uma a duas horas di\u00e1rias; e, entre 11 e 18 anos, de duas a tr\u00eas horas por dia, sem permitir que o uso avance pela madrugada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das regras, a profissional refor\u00e7a que os pais devem oferecer alternativas reais de lazer. Atividades simples e acess\u00edveis podem ajudar a substituir o tempo de tela de maneira mais saud\u00e1vel, especialmente para fam\u00edlias que n\u00e3o v\u00e3o viajar durante as f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAtividades simples, como brincar ao ar livre, andar de bicicleta, desenhar, pintar, montar quebra-cabe\u00e7as, cozinhar em fam\u00edlia, ler hist\u00f3rias, fazer piqueniques, criar brincadeiras com materiais recicl\u00e1veis ou visitar pra\u00e7as, parques e bibliotecas, j\u00e1 oferecem oportunidades importantes de aprendizagem e conviv\u00eancia\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga destaca que o brincar livre continua sendo uma das principais ferramentas de desenvolvimento infantil, por estimular imagina\u00e7\u00e3o, criatividade, habilidades sociais, resolu\u00e7\u00e3o de problemas e regula\u00e7\u00e3o emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mais importante \u00e9 que a crian\u00e7a tenha momentos de intera\u00e7\u00e3o, criatividade e movimento. O brincar livre continua sendo uma das principais formas de desenvolvimento infantil\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo nas f\u00e9rias, a rotina tamb\u00e9m deve ser preservada. Para Anny, o per\u00edodo pode ser mais flex\u00edvel do que durante as aulas, mas n\u00e3o pode ser marcado pela aus\u00eancia total de hor\u00e1rios e limites.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs f\u00e9rias representam uma pausa na rotina escolar, mas isso n\u00e3o significa aus\u00eancia de rotina. As crian\u00e7as se sentem mais seguras quando sabem o que esperar do dia, e uma organiza\u00e7\u00e3o m\u00ednima ajuda a preservar h\u00e1bitos importantes, como hor\u00e1rios de sono, alimenta\u00e7\u00e3o e momentos de lazer\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A profissional ressalta que o objetivo n\u00e3o \u00e9 transformar as f\u00e9rias em uma agenda cheia, mas criar uma estrutura que favore\u00e7a descanso, conviv\u00eancia, brincadeiras e uso equilibrado da tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto fundamental \u00e9 o exemplo dos adultos. Segundo Anny, crian\u00e7as aprendem mais observando o comportamento dos pais do que ouvindo orienta\u00e7\u00f5es. Por isso, pedir que os filhos reduzam o uso de telas enquanto os adultos permanecem conectados o tempo todo pode gerar uma mensagem contradit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs crian\u00e7as aprendem muito mais pelo exemplo do que pelo discurso. Quando os pais pedem que os filhos diminuam o uso das telas, mas permanecem constantemente no celular, a mensagem acaba ficando contradit\u00f3ria\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, pequenas mudan\u00e7as ajudam a reorganizar a rela\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia com a tecnologia, como evitar o celular durante as refei\u00e7\u00f5es, reservar momentos exclusivos para brincar e conversar com os filhos e criar per\u00edodos sem telas para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs telas fazem parte da realidade e podem ser utilizadas de forma positiva quando h\u00e1 equil\u00edbrio. O desafio n\u00e3o \u00e9 elimin\u00e1-las, mas garantir que elas n\u00e3o substituam aquilo que \u00e9 essencial para o desenvolvimento infantil: brincar, conviver, explorar o ambiente, movimentar-se e construir v\u00ednculos afetivos\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta digital<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.gazetadigital.com.br\/editorias\/cidades\/psicologa-orienta-familias-sobre-acordos-e-rotina-para-limitacao-das-telas-durante-as-ferias\/851895\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o in\u00edcio das f\u00e9rias escolares, celulares, televis\u00e3o, tablets e videogames tendem a ocupar ainda mais espa\u00e7o na rotina das crian\u00e7as. 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