{"id":22449,"date":"2026-05-13T14:43:43","date_gmt":"2026-05-13T18:43:43","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=22449"},"modified":"2026-05-13T14:43:43","modified_gmt":"2026-05-13T18:43:43","slug":"sem-a-uniao-europeia-brasil-pode-deixar-de-exportar-quase-us-2-bilhoes-ao-ano-em-carnes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/05\/13\/sem-a-uniao-europeia-brasil-pode-deixar-de-exportar-quase-us-2-bilhoes-ao-ano-em-carnes\/","title":{"rendered":"Sem a Uni\u00e3o Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilh\u00f5es ao ano em carnes"},"content":{"rendered":"\n<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) publicou, nesta ter\u00e7a-feira (12), uma<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/\">&nbsp;atualiza\u00e7\u00e3o da lista de pa\u00edses que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos<\/a>&nbsp;na pecu\u00e1ria e excluiu o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A lista define quais pa\u00edses cumprem as normas sanit\u00e1rias do bloco e poder\u00e3o continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a UE, o Brasil foi exclu\u00eddo por n\u00e3o fornecer garantias sobre a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o de antimicrobianos na pecu\u00e1ria, informou a ag\u00eancia de not\u00edcias France Presse.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia \u00e9 o&nbsp;<strong>segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor<\/strong>, atr\u00e1s apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ministerio-da-agricultura\/\">Minist\u00e9rio da Agricultura<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, o bloco comprou&nbsp;<strong>368,1 mil toneladas de produtos<\/strong>, em neg\u00f3cios que somaram&nbsp;<strong>US$ 1,8 bilh\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li><strong>Considerando apenas a carne bovina<\/strong>, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilh\u00e3o com o bloco, com um total de 128 mil toneladas exportadas. O produto \u00e9 o mais relevante da categoria nas vendas aos europeus em valor e representa o\u00a0<strong>terceiro maior destino da carne bovina brasileira<\/strong>, atr\u00e1s de China e Estados Unidos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>A comercializa\u00e7\u00e3o de carne de frango<\/strong>\u00a0para a Uni\u00e3o Europeia, em 2025, atingiu US$ 762 milh\u00f5es e 230 mil toneladas.<\/li>\n\n\n\n<li>Outros produtos tamb\u00e9m devem ser impactados. O mel somou US$ 6 milh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es, com volume de mil toneladas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), o Brasil n\u00e3o exporta carne su\u00edna para a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que o Brasil ficou de fora?<\/h2>\n\n\n\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2026\/05\/12\/ue-importacoes-de-carne-do-brasil.ghtml\">A Uni\u00e3o Europeia pro\u00edbe o uso de antimicrobianos na pecu\u00e1ria<\/a>. Antimicrobianos s\u00e3o subst\u00e2ncias usadas para tratar e prevenir infec\u00e7\u00f5es em animais. Alguns desses medicamentos tamb\u00e9m podem funcionar como promotores de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, a porta-voz da Comiss\u00e3o Europeia para a Sa\u00fade, Eva Hrncirova, confirmou que o Brasil n\u00e3o est\u00e1 na lista e poder\u00e1 deixar &#8220;de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e inv\u00f3lucros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a porta-voz da UE, para voltar \u00e0 lista, &#8220;o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da Uni\u00e3o relativos \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais prov\u00eam os produtos exportados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poder\u00e1 autorizar ou retomar as exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em nota conjunta, os Minist\u00e9rios da Agricultura, do Com\u00e9rcio Exterior e das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2026\/05\/12\/brasil-recebe-com-surpresa-veto-de-carnes-brasileiras-pela-uniao-europeia-diz-governo.ghtml\">disseram que v\u00e3o tentar reverter a decis\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O chefe da Delega\u00e7\u00e3o do Brasil junto \u00e0 Uni\u00e3o Europeia&nbsp;realizar\u00e1 uma reuni\u00e3o com as autoridades sanit\u00e1rias da Uni\u00e3o Europeia na quarta-feira (13), para discutir o assunto, informou o comunicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO, os antimicrobianos proibidos s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>virginiamicina;<\/li>\n\n\n\n<li>avoparcina;<\/li>\n\n\n\n<li>cacitracina;<\/li>\n\n\n\n<li>tilosina;<\/li>\n\n\n\n<li>espiramicina;<\/li>\n\n\n\n<li>avilamicina.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em abril, o Minist\u00e9rio da Agricultura publicou uma portaria que pro\u00edbe a importa\u00e7\u00e3o, fabrica\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.<\/p>\n\n\n\n<p>Para voltar \u00e0 lista da UE, o Brasil tem dois caminhos:&nbsp;<strong>restringir legalmente<\/strong>&nbsp;o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada&nbsp;<strong>n\u00e3o contenha essas subst\u00e2ncias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A segunda op\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, \u00e9 mais demorada e custosa, aponta Munhoz.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim que for comprovado que a pecu\u00e1ria brasileira n\u00e3o usa esses antimicrobianos, o pa\u00eds poder\u00e1 voltar a exportar, mesmo que isso ocorra ap\u00f3s setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, j\u00e1 se sabia que a Uni\u00e3o Europeia planejava essas restri\u00e7\u00f5es desde 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Gera preocupa\u00e7\u00e3o relevante para o agro porque a Uni\u00e3o Europeia \u00e9 um mercado estrat\u00e9gico para prote\u00ednas animais e porque essas exig\u00eancias podem impactar rastreabilidade, certifica\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e compliance exportador&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Acordo Mercosul e Uni\u00e3o Europeia<\/h2>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o da lista ocorre 12 dias ap\u00f3s a assinatura de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2026\/04\/28\/acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-e-oficializado-e-passa-a-valer-em-1o-de-maio.ghtml\">um acordo de livre com\u00e9rcio com os pa\u00edses do Mercosul<\/a>, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida desta ter\u00e7a-feira n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o acordo, afirma Munhoz.&nbsp;A lista \u00e9 uma regulamenta\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, ou seja, uma exig\u00eancia que qualquer pa\u00eds pode adotar para garantir a seguran\u00e7a dos alimentos consumidos pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2026\/05\/01\/veja-quem-ganha-e-quem-perde-no-brasil-com-o-acordo-ue-mercosul.ghtml\">O acordo entrou em vigor em 1\u00ba de maio<\/a>, em car\u00e1ter provis\u00f3rio, e aguarda uma decis\u00e3o judicial na Europa sobre sua legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nossos agricultores seguem alguns dos padr\u00f5es de sa\u00fade e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, \u00e9 leg\u00edtimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decis\u00e3o tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona&#8221;, afirmou o comiss\u00e1rio europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) publicou, nesta ter\u00e7a-feira (12), uma&nbsp;atualiza\u00e7\u00e3o da lista de pa\u00edses que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos&nbsp;na pecu\u00e1ria e excluiu o Brasil. 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