{"id":21421,"date":"2026-04-01T14:32:00","date_gmt":"2026-04-01T18:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=21421"},"modified":"2026-04-01T14:32:00","modified_gmt":"2026-04-01T18:32:00","slug":"justica-mantem-preso-advogado-que-matou-idosa-e-fugiu-sem-prestar-socorro-em-vg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/04\/01\/justica-mantem-preso-advogado-que-matou-idosa-e-fugiu-sem-prestar-socorro-em-vg\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a mant\u00e9m preso advogado que matou idosa e fugiu sem prestar socorro em VG"},"content":{"rendered":"\n<p>A Justi\u00e7a de Mato Grosso manteve a pris\u00e3o preventiva de Paulo Roberto Gomes dos Santos, que atropelou e matou Ilmis Dalmis Mendes da Concei\u00e7\u00e3o, de 72 anos, em janeiro deste ano, na Avenida da FEB, em V\u00e1rzea Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, do N\u00facleo de Justi\u00e7a 4.0 do Juiz das Garantias \u2013 Polo Cuiab\u00e1, que negou o pedido da defesa para revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o ou concess\u00e3o de liberdade provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa alegou excesso de prazo para oferecimento de den\u00fancia e constrangimento ilegal, mas o pedido foi rejeitado. A ju\u00edza entendeu que o processo segue em tramita\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u201cInicialmente, cumpre afastar a tese de constrangimento ilegal aventada pela defesa t\u00e9cnica. A pris\u00e3o em flagrante foi regularmente homologada por este ju\u00edzo, sendo posteriormente convertida em pris\u00e3o preventiva mediante decis\u00e3o judicial fundamentada, com estrita observ\u00e2ncia dos requisitos previstos no artigo 312 do C\u00f3digo de Processo Penal. N\u00e3o se vislumbra, portanto, qualquer ilegalidade apta a ensejar o relaxamento da cust\u00f3dia cautelar\u201d<\/strong><\/em>, diz trecho da decis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O caso ocorreu no dia 20 de janeiro de 2026, na Avenida da FEB, quando a v\u00edtima foi atropelada ao atravessar a via. Com o impacto, ela foi arremessada e acabou sendo atingida novamente por outro ve\u00edculo, morrendo no local em decorr\u00eancia de m\u00faltiplos traumas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s atropelar a idosa, o advogado fugiu sem prestar socorro, mas foi capturado logo em seguida. Ele alegou que estava passando mal porque tomou Mounjaro e que foi a v\u00edtima que o atropelou.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a decis\u00e3o, h\u00e1 ind\u00edcios de que o investigado trafegava em alta velocidade e tinha condi\u00e7\u00f5es de evitar o atropelamento, mas n\u00e3o adotou as cautelas necess\u00e1rias, assumindo o risco de causar a morte.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u201cOs elementos investigativos indicam que o investigado, embora trafegasse em alta velocidade, dispunha de meios t\u00e9cnicos suficientes para evitar o atropelamento, optando deliberadamente por n\u00e3o adotar as cautelas necess\u00e1rias, assumindo o risco de produzir o resultado morte. Tal circunst\u00e2ncia evidencia a configura\u00e7\u00e3o de dolo eventual, conforme reconhecido na decis\u00e3o que converteu a pris\u00e3o em flagrante em preventiva.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada tamb\u00e9m destacou que, ap\u00f3s o acidente, o motorista deixou o local sem prestar socorro, agindo de forma indiferente ao resultado, mesmo sendo alertado por outros condutores e por um policial militar que acompanhava a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>\u201cA conduta atribu\u00edda ao investigado revela periculosidade concreta inequ\u00edvoca. Ap\u00f3s atropelar mortalmente a v\u00edtima, o investigado evadiu-se do local dos fatos, prosseguindo sua trajet\u00f3ria de forma indiferente ao resultado de seu comportamento, como se nada tivesse ocorrido. Mesmo sendo seguido por testemunha policial militar e por outros ve\u00edculos que buzinavam insistentemente solicitando que parasse, o investigado ignorou completamente tais alertas, continuando a trafegar at\u00e9 a rotat\u00f3ria do Shopping de V\u00e1rzea Grande, somente retornando e estacionando o ve\u00edculo nas proximidades do local dos fatos ap\u00f3s percorrer dist\u00e2ncia consider\u00e1vel.\u201d<\/strong><\/em>, diz trecho da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto considerado foi o hist\u00f3rico do investigado, que \u00e9 reincidente e j\u00e1 teria utilizado documento falso em situa\u00e7\u00e3o anterior, o que, segundo a decis\u00e3o, refor\u00e7a o risco \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da lei penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, foi determinada a manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva do investigado at\u00e9 nova delibera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rico criminoso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Roberto Gomes dos Santos possui pelo menos duas condena\u00e7\u00f5es criminais, al\u00e9m de figurar como r\u00e9u em mais de 20 processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2006, ele foi condenado a 19 anos de pris\u00e3o pela morte de Rosimeire Maria da Silva, em 2004, cujo corpo foi esquartejado e jogado em rios de Mato Grosso. Na \u00e9poca, ele utilizava a identidade falsa de Francisco de \u00c2ngelis Vaccani Lima e mantinha rela\u00e7\u00e3o extraconjugal com a v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse caso, o advogado tamb\u00e9m foi condenado a 13 anos de pris\u00e3o pelo assassinato do delegado Eduardo da Rocha Coelho, ocorrido em 1998, no Rio de Janeiro. \u00c0 \u00e9poca, Paulo era policial civil e atirou contra a autoridade dentro de uma viatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Rep\u00f3rter MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a de Mato Grosso manteve a pris\u00e3o preventiva de Paulo Roberto Gomes dos Santos, que atropelou e matou Ilmis Dalmis Mendes da Concei\u00e7\u00e3o, de 72 anos, em janeiro deste ano, na Avenida da FEB, em V\u00e1rzea Grande. 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