{"id":20923,"date":"2026-03-11T17:08:57","date_gmt":"2026-03-11T21:08:57","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=20923"},"modified":"2026-03-11T17:08:58","modified_gmt":"2026-03-11T21:08:58","slug":"homem-condenado-a-quase-9-anos-por-roubo-em-mt-e-absolvido-pelo-stj-por-falta-de-provas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/03\/11\/homem-condenado-a-quase-9-anos-por-roubo-em-mt-e-absolvido-pelo-stj-por-falta-de-provas\/","title":{"rendered":"Homem condenado a quase 9 anos por roubo em MT \u00e9 absolvido pelo STJ por falta de provas"},"content":{"rendered":"\n<p>Um homem de 24 anos que havia sido condenado a&nbsp;<strong>8 anos, 10 meses e 20 dias<\/strong>&nbsp;de pris\u00e3o al\u00e9m de 22 dias-multa foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que considerou&nbsp;inexistirem provas suficientes para sustentar a condena\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica de Mato Grosso foi divulgada nesta ter\u00e7a-feira (10).<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de liberdade foi apresentado pela Defensoria P\u00fablica do Estado de Mato Grosso (DPEMT). A defesa argumentou que a condena\u00e7\u00e3o se baseou apenas em um&nbsp;reconhecimento fotogr\u00e1fico e pessoal considerado irregular,&nbsp;sem outras provas que confirmassem a autoria do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi assinada pelo ministro&nbsp;<strong>Og Fernandes<\/strong>, no dia 2 de mar\u00e7o. Segundo ele, o reconhecimento do suspeito n\u00e3o seguiu as regras previstas no C\u00f3digo de Processo Penal (CPP), que estabelece procedimentos para&nbsp;evitar erros na identifica\u00e7\u00e3o de suspeitos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A condena\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O assalto ocorreu em outubro de 2020, em uma via p\u00fablica de&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mt\/mato-grosso\/cidade\/varzea-grande-mt\/\">V\u00e1rzea Grande<\/a>. De acordo com a decis\u00e3o, o reconhecimento do acusado foi feito:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Durante o crime, os autores usavam m\u00e1scara e bon\u00e9, o que impediu a v\u00edtima de ver claramente o rosto deles.<\/li>\n\n\n\n<li>A v\u00edtima afirmou ter reconhecido o acusado pela voz e pela altura.<\/li>\n\n\n\n<li>O reconhecimento ocorreu na delegacia cerca de\u00a0<strong>dois dias ap\u00f3s o crime<\/strong>, quando policiais pediram para o suspeito dizer o nome completo.<\/li>\n\n\n\n<li>A pol\u00edcia chegou ao nome do acusado ap\u00f3s\u00a0consultar banco de dados de pessoas que costumavam agir com o coacusado, que havia confessado o crime;<\/li>\n\n\n\n<li>O coacusado confessou o roubo, mas\u00a0n\u00e3o mencionou o nome dele como participante.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o ministro destacou que o reconhecimento de pessoas \u00e9 considerado uma \u201cprova irrepet\u00edvel\u201d. Isso significa que, se o primeiro contato ocorrer de forma incorreta, a mem\u00f3ria da v\u00edtima pode ser influenciada, dificultando a corre\u00e7\u00e3o do erro posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s questionamentos da defesa no Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso (TJMT), o caso chegou ao STJ. Como a condena\u00e7\u00e3o dependia exclusivamente do reconhecimento considerado ilegal,\u00a0o tribunal decidiu pela absolvi\u00e7\u00e3o imediata.<\/p>\n\n\n\n<p>g1-MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um homem de 24 anos que havia sido condenado a&nbsp;8 anos, 10 meses e 20 dias&nbsp;de pris\u00e3o al\u00e9m de 22 dias-multa foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que considerou&nbsp;inexistirem provas suficientes para sustentar a condena\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica de Mato Grosso foi divulgada nesta ter\u00e7a-feira (10). 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