{"id":19325,"date":"2026-01-13T14:52:59","date_gmt":"2026-01-13T18:52:59","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=19325"},"modified":"2026-01-13T14:53:00","modified_gmt":"2026-01-13T18:53:00","slug":"rga-vira-campo-de-batalha-entre-governo-e-servidores-as-vesperas-de-votacao-na-almt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2026\/01\/13\/rga-vira-campo-de-batalha-entre-governo-e-servidores-as-vesperas-de-votacao-na-almt\/","title":{"rendered":"RGA vira campo de batalha entre governo e servidores \u00e0s v\u00e9speras de vota\u00e7\u00e3o na ALMT"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o do projeto de lei que trata da Revis\u00e3o Geral Anual (RGA) dos servidores p\u00fablicos de Mato Grosso, marcada para esta quarta-feira (14), \u00e0s 10h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o debate saiu do campo t\u00e9cnico e entrou definitivamente no terreno pol\u00edtico. De um lado, o governo do Estado aposta na divulga\u00e7\u00e3o de n\u00fameros bilion\u00e1rios para sustentar o reajuste de 4,26% atrelado ao \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Do outro, os sindicatos acusam o Executivo de tentar jogar a popula\u00e7\u00e3o contra um direito constitucional e de descumprir promessas de di\u00e1logo feitas no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pal\u00e1cio Paiagu\u00e1s divulgou, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (13), dados afirmando que a RGA gera impacto de mais de R$ 1,04 bilh\u00e3o em 2026, com custo mensal estimado em R$ 80 milh\u00f5es na folha de pagamento dos tr\u00eas Poderes, \u00f3rg\u00e3os de controle e institui\u00e7\u00f5es essenciais.&nbsp;O texto enfatiza o peso fiscal da medida e destaca que, se aprovado, o reajuste ser\u00e1 incorporado j\u00e1 no sal\u00e1rio do dia 30. A estrat\u00e9gia, para os sindicatos, \u00e9 clara: apresentar o RGA como concess\u00e3o onerosa, quase um favor administrativo, quando, na pr\u00e1tica, se trata de um direito previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso oficial ignora o centro da insatisfa\u00e7\u00e3o dos servidores: o passivo acumulado de 19,52%, resultado das perdas salariais entre 2017 e 2026, estimado em R$ 3,3 bilh\u00f5es. \u00c9 justamente esse d\u00e9bito que o governo se recusa a reconhecer formalmente e a discutir. A expectativa no parlamento, como j\u00e1 admitido nos bastidores, \u00e9 de que a Assembleia aprove apenas o \u00edndice anual, sem abrir qualquer debate sobre os sete anos de defasagem salarial.<\/p>\n\n\n\n<p>A tens\u00e3o aumentou ainda mais, quando a Federa\u00e7\u00e3o Sindical dos Servidores P\u00fablicos de Mato Grosso (FESSP-MT) denunciou o descumprimento de uma promessa feita pelo secret\u00e1rio-chefe da Casa Civil, F\u00e1bio Garcia (Uni\u00e3o), no in\u00edcio do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a presidente da federa\u00e7\u00e3o, Carmen Machado, o governo se comprometeu a chamar os servidores para negociar a recomposi\u00e7\u00e3o do passivo, descartando inclusive a necessidade de uma emenda constitucional para criar uma mesa permanente de negocia\u00e7\u00e3o. O di\u00e1logo, no entanto, nunca aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle disse que o pr\u00f3prio governo iria nos chamar para conversar, iria nos chamar para dialogar. Infelizmente, isso n\u00e3o prosperou\u201d, afirmou Carmen, que tamb\u00e9m relatou o envio de diversos of\u00edcios ao secret\u00e1rio e ao governador, todos sem resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a federa\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio do Executivo n\u00e3o \u00e9 apenas falta de interlocu\u00e7\u00e3o, mas uma escolha pol\u00edtica deliberada de empurrar o problema com a barriga, enquanto mant\u00e9m o discurso de responsabilidade fiscal. Caso n\u00e3o haja acordo sobre a demanda, os servidores j\u00e1 sinalizam greve geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta digital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o do projeto de lei que trata da Revis\u00e3o Geral Anual (RGA) dos servidores p\u00fablicos de Mato Grosso, marcada para esta quarta-feira (14), \u00e0s 10h, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o debate saiu do campo t\u00e9cnico e entrou definitivamente no terreno pol\u00edtico. 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