{"id":18192,"date":"2025-11-25T07:11:13","date_gmt":"2025-11-25T11:11:13","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=18192"},"modified":"2025-11-25T11:04:28","modified_gmt":"2025-11-25T15:04:28","slug":"justica-condena-unic-por-reajustes-abusivos-em-mensalidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2025\/11\/25\/justica-condena-unic-por-reajustes-abusivos-em-mensalidades\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena Unic por reajustes abusivos em mensalidades"},"content":{"rendered":"\n<p>A Quarta C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso manteve decis\u00e3o que reconheceu a abusividade nos reajustes das mensalidades cobradas pela Unic de Tangar\u00e1 da Serra, entre os anos de 2016 e 2018. O colegiado concluiu que os aumentos foram aplicados sem a devida comprova\u00e7\u00e3o de custos e sem a transpar\u00eancia exigida pela legisla\u00e7\u00e3o, determinando a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a mais aos alunos, em apura\u00e7\u00e3o a ser feita na fase de cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo teve in\u00edcio com uma a\u00e7\u00e3o revisional proposta por uma estudante que contestou os reajustes anuais das mensalidades, alegando falta de justificativas e de divulga\u00e7\u00e3o pr\u00e9via das planilhas de custos, como determina a Lei n\u00ba 9.870\/99, que regulamenta o valor das anuidades escolares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a universidade argumentou que os aumentos foram leg\u00edtimos, baseados na varia\u00e7\u00e3o dos custos operacionais e devidamente comunicados por meio de mural f\u00edsico nas depend\u00eancias da institui\u00e7\u00e3o. Sustentou ainda que o laudo pericial confirmaria a regularidade dos reajustes.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, no entanto, destacou que a per\u00edcia judicial demonstrou o contr\u00e1rio. O perito apontou aus\u00eancia de planilhas formalmente v\u00e1lidas e constatou incompatibilidade entre os percentuais de reajuste e a varia\u00e7\u00e3o real dos custos operacionais. Em 2017, por exemplo, a mensalidade aumentou 14,9%, mesmo com redu\u00e7\u00e3o de 6,95% nos custos institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, essa disparidade revela viola\u00e7\u00e3o \u00e0 boa-f\u00e9 objetiva e ao artigo 39, inciso X, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, que pro\u00edbe eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os sem justa causa. Ele tamb\u00e9m ressaltou que a simples divulga\u00e7\u00e3o em mural n\u00e3o supre o dever de transpar\u00eancia, j\u00e1 que a Lei n\u00ba 9.870\/99 exige publicidade com anteced\u00eancia m\u00ednima de 45 dias e apresenta\u00e7\u00e3o detalhada dos fundamentos econ\u00f4micos do aumento.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime e manteve a senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, que determinou a restitui\u00e7\u00e3o simples dos valores pagos a maior e condenou a institui\u00e7\u00e3o ao pagamento de custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios, majorados para R$ 3 mil na segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Rep\u00f3rter MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso manteve decis\u00e3o que reconheceu a abusividade nos reajustes das mensalidades cobradas pela Unic de Tangar\u00e1 da Serra, entre os anos de 2016 e 2018. 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