{"id":15070,"date":"2025-08-12T08:30:26","date_gmt":"2025-08-12T12:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=15070"},"modified":"2025-08-12T08:30:26","modified_gmt":"2025-08-12T12:30:26","slug":"apos-uso-excessivo-de-vape-jovem-e-diagnosticada-com-cancer-aos-27","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2025\/08\/12\/apos-uso-excessivo-de-vape-jovem-e-diagnosticada-com-cancer-aos-27\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s uso excessivo de vape, jovem \u00e9 diagnosticada com c\u00e2ncer aos 27"},"content":{"rendered":"\n<p>O que come\u00e7ou como uma brincadeira inocente para se enturmar na adolesc\u00eancia terminou em um diagn\u00f3stico que mudou a vida da brasiliense Laura Beatriz Nascimento, de 27 anos. Ap\u00f3s anos de uso cigarros eletr\u00f4nicos, a jovem foi diagnosticada com c\u00e2ncer no pulm\u00e3o no final do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira experi\u00eancia da influencer com a nicotina foi aos 14 anos, quando decidiu experimentar um cigarro influenciada pelo grupo de amigos fumantes. O consumo era espor\u00e1dico e durou alguns anos sem grandes excessos.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00edcio passou a ficar s\u00e9rio em 2016, dos 17 para os 18 anos. Laura foi fazer interc\u00e2mbio na Nova Zel\u00e2ndia e por l\u00e1 conheceu o cigarro eletr\u00f4nico. Durante o per\u00edodo, ela conta que passou a fumar com mais frequ\u00eancia \u2013 tanto cigarros eletr\u00f4nicos quanto os tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>De volta ao Brasil no ano seguinte, a jovem abandonou o uso de cigarro comum e passou a utilizar apenas o tabaco ocasionalmente. \u201cQuando voltei pra c\u00e1, peguei ran\u00e7o de cigarro. Passei a fumar apenas tabaco, principalmente quando eu bebia\u201d, relata a brasiliense.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00edcio no vape<br>Ap\u00f3s anos fumando apenas esporadicamente, Laura voltou a utilizar o cigarro eletr\u00f4nico durante a pandemia de Covid-19, em 2020, quando conheceu o pod descart\u00e1vel. Segundo a influencer, ela caiu na promessa de que o aparelho era menos prejudicial ao organismo, reduzindo o uso de nicotina. No entanto, o resultado foi o contr\u00e1rio: a depend\u00eancia s\u00f3 aumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes, quando fumava tabaco, se eu quisesse, ficava tr\u00eas meses sem fumar. Depois do pod, fiquei totalmente dependente e passei a fumar todo dia. N\u00e3o conseguia ficar sem\u201d, afirma a jovem.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Junto com o v\u00edcio, vieram os gastos financeiros. Atualmente, os pre\u00e7os de um pod descart\u00e1vel variam de R$ 50 a R$ 250. A brasiliense relata que, geralmente, comprava um a dois por m\u00eas e, quando n\u00e3o tinha dinheiro, arrumava trabalhos tempor\u00e1rios ou pedia tragos a amigos que tinham o aparelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Sintomas ignorados e diagn\u00f3stico assustador<br>Mesmo dependente dos cigarros eletr\u00f4nicos, Laura levava uma vida ativa fisicamente. Treinos na academia, corrida e bicicleta faziam parte de sua rotina. Por\u00e9m, ela percebia que seu desempenho nas atividades n\u00e3o melhorava. Com a vida social muito ativa, a jovem percebia que acordava com a respira\u00e7\u00e3o pesada, mas atribu\u00eda o sintoma ao cansa\u00e7o e ao \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2024, os sinais se intensificaram e ela resolveu buscar ajuda m\u00e9dica. \u201cComecei a tossir muito e sentir dor nas costas quando tossia. Achei que fosse gripe. Uma semana antes de viajar para Bahia com amigos, decidi procurar um hospital por desencargo de consci\u00eancia\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>O que parecia uma consulta de rotina virou uma interna\u00e7\u00e3o imediata. Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de exames, um oncologista entrou no quarto e confirmou o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer no pulm\u00e3o. Laura precisou realizar uma cirurgia para retirar metade dos \u00f3rg\u00e3os e linfonodos comprometidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Riscos do uso excessivo de cigarros eletr\u00f4nicos<br>Populares entre o p\u00fablico jovem, os cigarros eletr\u00f4nicos t\u00eam ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. Embora sejam comercializados como uma alternativa menos prejudicial ao cigarro tradicional, o vape tamb\u00e9m cont\u00e9m subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que, a longo prazo, podem causar doen\u00e7as pulmonares graves e problemas cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p>O visual tecnol\u00f3gico, os aromatizantes doces e variados, al\u00e9m do cheiro bem mais agrad\u00e1vel que o cigarro comum tornam o vape mais atraente ao p\u00fablico, especialmente entre os jovens. No entanto, por tr\u00e1s do aspecto moderno, est\u00e1 o mesmo problema. Geralmente, a concentra\u00e7\u00e3o de nicotina nos cigarros eletr\u00f4nicos \u00e9 bem superior ao cigarro tradicional, aumentando o risco de depend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o queimarem tabaco, os cigarros eletr\u00f4nicos tamb\u00e9m colocam a sa\u00fade em risco, com destaque para casos de EVALI, uma les\u00e3o pulmonar aguda relacionada ao vape que pode surgir de forma s\u00fabita e grave. O risco \u00e9 especialmente alto em produtos com tetrahidrocanabinol (THC) na f\u00f3rmula.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia, ambos os dispositivos s\u00e3o altamente viciantes devido \u00e0 presen\u00e7a de nicotina, mas os cigarros eletr\u00f4nicos podem facilitar a entrega de doses mais elevadas e r\u00e1pidas da subst\u00e2ncia, potencializando o risco de depend\u00eancia\u201d, alerta o pneumologista Fabr\u00edcio Sanches, do Hospital Santa L\u00facia, em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Recupera\u00e7\u00e3o de Laura<br>Determinada a se recuperar e orientada pelos m\u00e9dicos, Laura passou a realizar atividades f\u00edsicas regularmente para ajudar o pulm\u00e3o a se expandir. Desde abril, a jovem voltou para a academia, al\u00e9m de praticar nata\u00e7\u00e3o semanalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados s\u00e3o vis\u00edveis: mesmo ap\u00f3s a cirurgia, a brasiliense conseguiu superar seu recorde na corrida, algo impens\u00e1vel quando usava cigarros eletr\u00f4nicos. Atualmente, Laura utiliza sua hist\u00f3ria e tamb\u00e9m se dedica a produzir conte\u00fados na internet buscando conscientizar jovens sobre os malef\u00edcios do uso de cigarros eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSempre d\u00e1 tempo de parar. Se voc\u00ea fuma h\u00e1 pouco tempo, pare agora, porque depois \u00e9 muito mais dif\u00edcil. A nicotina \u00e9 um dos v\u00edcios mais dif\u00edceis de largar, e os cigarros eletr\u00f4nicos t\u00eam muito mais nicotina do que o cigarro comum. Se recair, tente de novo. Uma hora voc\u00ea consegue\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Folha do estado <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que come\u00e7ou como uma brincadeira inocente para se enturmar na adolesc\u00eancia terminou em um diagn\u00f3stico que mudou a vida da brasiliense Laura Beatriz Nascimento, de 27 anos. Ap\u00f3s anos de uso cigarros eletr\u00f4nicos, a jovem foi diagnosticada com c\u00e2ncer no pulm\u00e3o no final do ano passado. 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