{"id":10324,"date":"2025-03-21T07:41:42","date_gmt":"2025-03-21T11:41:42","guid":{"rendered":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/?p=10324"},"modified":"2025-03-21T12:54:28","modified_gmt":"2025-03-21T16:54:28","slug":"trabalho-infantil-vira-rotina-em-cuiaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nazarenonews.com.br\/index.php\/2025\/03\/21\/trabalho-infantil-vira-rotina-em-cuiaba\/","title":{"rendered":"Trabalho infantil vira &#8216;rotina&#8217; em Cuiab\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>Lian de Jesus, de apenas 8 anos, \u00e9 uma das crian\u00e7as que diariamente s\u00e3o vistas nos sem\u00e1foros da capital, nas avenidas mais movimentadas e em hor\u00e1rios de pico. Ele vende pa\u00e7ocas e panos de prato. Na companhia da av\u00f3, L\u00edgia R\u00f3n, 61, quase todas as manh\u00e3s est\u00e3o na esquina entre a avenida Historiador Rubens de Mendon\u00e7a, a avenida do CPA, com a rua Conselheiro Dr. Enio Vieira. Essa mesma cena \u00e9 vista com facilidade, principalmente pr\u00f3ximo a viadutos e sem\u00e1foros. Crian\u00e7as segurando cartazes com pedido de ajuda, ou ent\u00e3o, vendendo produtos em meio aos ve\u00edculos j\u00e1 se tornou algo comum em Cuiab\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos riscos aos quais as crian\u00e7as est\u00e3o expostas, e mesmo sendo considerada uma das piores formas de trabalho infantil, essa atividade ocorre h\u00e1 anos, principalmente envolvendo imigrantes. V\u00e1rias a\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram anunciadas pela prefeitura e Minist\u00e9rio P\u00fablico, mas nenhuma a\u00e7\u00e3o efetiva foi colocada em pr\u00e1tica para mudar este cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As dificuldades de prover alimento e outros itens essenciais s\u00e3o as justificavas daqueles que levam as crian\u00e7as a ajudarem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por meio da abordagem aos motoristas, que est\u00e3o parados no tr\u00e2nsito, que Lian consegue vendar uma caixa inteira de pa\u00e7oca. Eu passo pr\u00f3ximo ao vidro dos carros e costumo mostrar a pa\u00e7oca. Alguns abrem o vidro e compram, ou apenas doam alguma moeda, diz Lian.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo L\u00edgia, o neto frequenta a escola, mas explica que a fam\u00edlia passa dificuldades e essa foi a \u00fanica forma encontrada para complementar a renda. Al\u00e9m das vendas, ela exp\u00f5e um cartaz pedindo por doa\u00e7\u00f5es e ajuda financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edgia ressalta que veio da Venezuela com os 5 filhos. Ela mora h\u00e1 5 anos em Cuiab\u00e1. Conta que a fam\u00edlia vendeu tudo que tinha no pa\u00eds de origem e com o dinheiro conseguiu comprar um terreno no bairro Jardim Diamante. Dividimos o mesmo quintal e cada um est\u00e1 construindo sua pr\u00f3pria casinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo L\u00edgia, antes de come\u00e7ar a pedir ajuda e a vender panos de prato e pa\u00e7oca pelas ruas da capital, chegou a trabalhar realizando faxinas, mas depois de sofrer uma queda, ficou debilitada, e quase n\u00e3o consegue mover uma das m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Revela que sua \u00fanica renda \u00e9 do aux\u00edlio do governo federal, no valor de R$ 600. Explica que lucra com as vendas uma m\u00e9dia de R$ 15 por pacote fechado de pano de prato. \u00c0s vezes, eu vendo tudo, depende muito do dia, mas de qualquer forma esse trabalho ajuda a comprar comida. Estamos conseguindo sobreviver desta maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Gazeta digital <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lian de Jesus, de apenas 8 anos, \u00e9 uma das crian\u00e7as que diariamente s\u00e3o vistas nos sem\u00e1foros da capital, nas avenidas mais movimentadas e em hor\u00e1rios de pico. 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