O Exército Brasileiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), três militares por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre após a Corte rejeitar os primeiros recursos contra condenações relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado.
As prisões marcam o início do cumprimento das penas impostas aos réus, que foram condenados por envolvimento na disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral.
Entre os detidos estão o major da reserva Ângelo Denicoli, preso no Espírito Santo, além do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e do subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, encaminhados ao Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Outros dois condenados seguem foragidos: o coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu e o engenheiro Carlos Cesar Rocha. A defesa de Denicoli criticou a decisão, classificando a prisão como precipitada por ocorrer antes do esgotamento de todos os recursos legais.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os militares teriam utilizado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos. As condenações foram definidas em outubro do ano passado.
As penas variam de 13 anos e seis meses a 17 anos de reclusão em regime fechado. Além disso, o STF determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos e declarou a inelegibilidade dos envolvidos.
O tribunal também comunicou o Superior Tribunal Militar para que avalie a perda de patentes e cargos dos militares condenados, o que pode resultar na exclusão definitiva das Forças Armadas.
Folha do estado




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