31 março, terça-feira, 2026
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Polícia descarta feminicídio e revela que mulher foi morta por dívida de faxina paga com droga

As investigações sobre a morte de Luzia do Nascimento Ramos, de 50 anos, ocorrida na última sexta-feira (27) no bairro Boa Esperança, em Sinop (a 478 km de Cuiabá), em Mato Grosso, tiveram uma reviravolta. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso, descartou a tipificação preliminar de feminicídio após novas diligências e a oitiva do assassino Otair de Matos, 38.

De acordo com o inquérito, o crime não teve motivação de gênero ou relação afetiva. A linha de investigação atual aponta que o assassinato foi motivado por um desacordo financeiro referente ao pagamento de uma faxina realizada pela vítima na casa do criminoso. O pagamento pelo serviço doméstico teria sido feito com entorpecentes.

O crime

O assassino relatou que encontrou a vítima em um ponto de consumo “boca de fumo”. No local, houve uma nova cobrança pelo serviço prestado, o que gerou uma discussão. Otair, que alegou sofrer de esquizofrenia e ter usado drogas durante todo o dia, desferiu o golpe de faca no pescoço da vítima após se irritar com a insistência da cobrança.

Embora o agressor tenha afirmado inicialmente à Polícia Militar que matou Luzia porque ela estaria grávida dele, a Polícia Civil esclareceu que a perícia da Politec ainda não disponibilizou o laudo que confirma ou descarta a gestação. A autoridade policial reitera que as evidências apontam para homicídio qualificado por motivo fútil, uma vez que não existia contexto de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher.

Justiça mantém prisão

Em audiência de custódia realizada no sábado (28), a juíza plantonista Thatiana dos Santos converteu a prisão em flagrante de Otair em preventiva. A defesa chegou a pedir a substituição da prisão por internação, alegando esquizofrenia, mas a magistrada decidiu manter o suspeito na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, o Ferrugem.

 A juíza determinou que a unidade prisional realize um exame médico para atestar a saúde mental do custodiado. No entanto, pontuou que o suposto “surto” pelo uso de drogas não afasta a responsabilidade criminal, destacando a extrema gravidade e agressividade do ato.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Repórter MT

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