O cenário de guerra no Oriente Médio e a escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã atingiram em cheio o bolso dos motoristas cuiabanos. Nesta terça-feira (10), em postos da Capital, os preços dos combustíveis já apresentam uma alta expressiva, com o Diesel S-10 chegando a R$ 7,49 e a Gasolina Comum batendo R$ 6,57.
O etanol também acompanha a alta, sendo comercializado em Cuiabá por R$ 4,67, reduzindo a vantagem competitiva para quem busca economizar.
A disparada é impulsionada pela valorização de cerca de 18% nas cotações internacionais do petróleo. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista dos Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo), o movimento é reflexo direto do aumento aplicado pelas distribuidoras, que internalizaram os custos da importação antes mesmo de qualquer reajuste oficial nas refinarias da Petrobras.
O movimento ocorre em um momento de extrema volatilidade. No mercado internacional, o barril do Petróleo Brent registra uma queda acentuada de 8,16% nesta terça-feira, cotado a US$ 90,88, após os picos registrados na semana passada. Contudo, para o consumidor mato-grossense, o alívio ainda não chegou.
Segundo o Sindipetróleo, as distribuidoras já elevaram os valores de venda para os postos para internalizar a alta acumulada dos últimos dias, ignorando as oscilações momentâneas de queda.
O impacto no diesel é o que mais preocupa os setores produtivos, uma vez que o combustível é o motor do agronegócio e do transporte de cargas no estado. Com a nova alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em vigor desde o início do ano, o setor já operava sob pressão, e agora enfrenta o caos geopolítico no Estreito de Ormuz.
De acordo com o Sindipetróleo, os revendedores locais são o último elo da cadeia e não têm controle sobre os reajustes impostos pelas companhias.
A tendência é que, com o esgotamento dos estoques antigos, o consumidor final sinta o aumento de forma ainda mais severa nos próximos dias.
Repórter MT




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