9 março, segunda-feira, 2026
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Servidora é exonerada de prefeitura em MT após ter fala homofóbica vazada

A servidora pública Evirlene Sipauba Costa (PL) foi exonerada do cargo de secretária municipal de Cultura, que ocupava em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, após ter um áudio em que ela critica a participação do vereador Marcelo Souza (MDB) em uma palestra para mulheres por ele ser homossexual vazado nas redes sociais. A exoneração foi publicada em uma portaria do município, na última sexta-feira (6).

O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Confresa e com a ex-servidora, mas não obteve retorno de nenhuma das partes até a última atualização desta reportagem.

No documento, assinado pelo prefeito Ricardo Aloisio Babinski (MDB), foi determinado que Evirlene fosse desligada do cargo a partir da publicação da portaria. A decisão revogou qualquer ato anterior que mantivesse a servidora no cargo.

O áudio da secretária foi gravado após um evento voltado para mulheres do agronegócio, realizado em Confresa há três dias em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Na gravação, Evirlene questiona a participação do palestrante dizendo que “ele nem gosta de mulher”.

“E esse evento para mulheres do agro que eu não estava sabendo e eu gostaria de estar aí? O palestrante que tá meio assim ‘torto’. Não entendi, um homem que nem gosta de mulher, casada com outro, e palestrando para as mulheres. Onde que a gente chegou?”, disse ela no áudio.

Nas redes sociais, o vereador publicou uma nota de repúdio às declarações da então secretária de Cultura, classificando o áudio como “inaceitável e discriminatório”. Ele reforçou que comentários desse tipo vão contra os princípios de respeito e diversidade que devem nortear o serviço público e a convivência democrática entre os poderes.

O parlamentar também destacou que a Câmara Municipal de Confresa aprovou por unanimidade uma Moção de Repúdio contra as declarações homofóbicas de Evirlene e ainda ressaltou que esse tipo de atitude não combina com o exercício de uma função pública.

“É inadmissível que um agente público investido em função de direção na Administração, responsável por conduzir políticas públicas culturais que devem promover diversidade, inclusão, respeito e valorização das diferenças, se utilize de manifestações discriminatórias ou ofensivas contra qualquer cidadão, sobretudo quando dirigidas a membro do Poder Legislativo Municipal”, diz trecho da Moção de Repúdio.

g1-MT

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