O governo de Israel convocou aproximadamente 100 mil reservistas para reforçar suas forças armadas, segundo informou um porta-voz militar nesse domingo (1º).
A mobilização ocorre em meio à ampliação das ações militares contra o Irã, em uma ofensiva que vem elevando a tensão no Oriente Médio.
A decisão acompanha declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que afirmou que os bombardeios devem se intensificar nos próximos dias.
A escalada acontece após a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outros integrantes de alto escalão do governo iraniano.
Em pronunciamento gravado no terraço do complexo do Ministério da Defesa, em Tel Aviv, Netanyahu afirmou que as forças israelenses estão atingindo “o coração de Teerã” com ataques cada vez mais fortes.
Apesar da ofensiva aérea, o tenente-coronel Nadav Shoshani declarou, ainda pela manhã, que não há, neste momento, planos para o envio de tropas terrestres ao território iraniano.
Os Estados Unidos também passaram a atuar diretamente no conflito. No sábado, o ex-presidente Donald Trump anunciou o início de “grandes operações de combate” contra o Irã, afirmando que pretende neutralizar as forças armadas iranianas e desmantelar o programa nuclear do país.
Em vídeo publicado na rede Truth Social, ele acusou Teerã de rejeitar tentativas de negociação e declarou que Washington “não pode mais tolerar” a situação.
Diferentemente de ações anteriores realizadas em junho de 2025, quando os ataques foram rápidos e concentrados em poucas horas, a nova ofensiva teve início ainda na madrugada de sábado, já durante o dia no Irã, surpreendendo milhões de pessoas que se deslocavam para o trabalho ou para a escola.
Fontes ouvidas pela CNN Internacional indicam que as forças norte-americanas planejam manter a operação por vários dias.
Reportagens anteriores da própria CNN apontaram que Khamenei estava entre os principais alvos da primeira fase dos ataques, ao lado de outras lideranças estratégicas iranianas.
Como reação, o governo iraniano lançou uma série de ofensivas consideradas inéditas na região. Explosões foram registradas em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque, ampliando o risco de um conflito regional de grandes proporções.




OUÇA A RÁDIO NAZARENO