O consumo moderado de cafeína pode estar associado a menor risco de desenvolver demência e a um declínio cognitivo mais lento ao longo dos anos. É o que indica um estudo publicado no dia 9 de fevereiro no periódico JAMA, que acompanhou quase 132 mil pessoas por até quatro décadas.
Os participantes que relataram maior ingestão de cafeína apresentaram risco cerca de 18% menor de desenvolver demência em comparação com aqueles que consumiam pouca ou nenhuma quantidade.
A análise envolveu homens e mulheres acompanhados desde a década de 1980 em grandes estudos populacionais voltados à saúde.
O que é demência?
– Demência é um conjunto de sinais e sintomas, incluindo esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos ou dificuldade em lembrar nomes.
– O SUS oferece diagnóstico e tratamento multidisciplinar para pessoas com demência, incluindo Alzheimer, em centros de referência e unidades básicas de saúde.
– Um diagnóstico precoce permite ações terapêuticas que podem retardar sintomas, aliviar a carga familiar e melhorar a qualidade de vida.
– Dados do Ministério da Saúde mostram que até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou retardados com mudanças no estilo de vida e controle de fatores de risco.
Como a pesquisa foi feita
O consumo de cafeína foi estimado pelos pesquisadores do Hospital Mass General Brigham, de Boston, por meio de questionários alimentares aplicados regularmente, nos quais os participantes informavam a frequência com que consumiam café, chá e outras fontes da substância. Ao longo do acompanhamento, cerca de 11 mil pessoas desenvolveram demência.
Repórter MT




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