O mercado imobiliário de Várzea Grande encerrou 2025 vendendo mais unidades, porém por um preço médio menor. Segundo o estudo Indicadores do Mercado Imobiliário, o valor médio das transações (ticket médio) na cidade sofreu uma queda de 1,64%, passando de R$ 208,7 mil em 2024 para R$ 205,3 mil no ano passado.
O movimento revela uma mudança de perfil no consumo de moradia na cidade vizinha à Capital. Enquanto o volume total de dinheiro movimentado atingiu a marca de R$ 1,414 bilhão, uma alta de 4,12% no faturamento, o crescimento foi sustentado pela quantidade de chaves entregues (6.887 imóveis), e não pela valorização dos bens.
A retração no valor médio do imóvel reflete a migração dos compradores para faixas de preço mais acessíveis. O cenário é de alerta, pois mostra que o mercado várzea-grandense está cada vez mais dependente do segmento popular e de subsídios habitacionais.
Essa concentração em imóveis de menor valor agregado também evidencia as dificuldades de Várzea Grande em atrair empreendimentos de alto padrão.
Problemas históricos da infraestrutura local, como o abastecimento de água e o desenvolvimento urbano desigual em relação a Cuiabá, acabam limitando a valorização real dos imóveis e mantendo o preço médio abaixo do potencial da região metropolitana.
A região Norte segue como o principal motor do município, respondendo por R$ 552 milhões do total movimentado. Já a região Sul consolidou-se como o polo da habitação de interesse social, registrando a maior queda no ticket médio, o que reforça a vocação da área para atender famílias de baixa renda.
Para 2026, a expectativa é de que o mercado se mantenha estável, desde que haja continuidade nos programas de incentivo habitacional.
Repórter MT




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