Um tratamento estético considerado estranho e polêmico tem chamado atenção nos Estados Unidos: a injeção de gordura humana originada de cadáveres para remodelar partes do corpo, como quadris, glúteos e seios. Apesar da origem pouco convencional do material, algumas mulheres que passaram pela técnica afirmam resultados satisfatórios.
De acordo com relatos publicados, a gordura utilizada é de doadores que faleceram e cuja doação foi feita para fins científicos. Antes de ser aplicada, o tecido passa por um processo de esterilização, purificação e descelularização para minimizar riscos biológicos, transformando-o em um preenchimento injetável semelhante aos usados em outras práticas estéticas. O procedimento é feito sob anestesia local, não exige cirurgia invasiva e tem tempo de recuperação curto, segundo pacientes.
Pessoas que recorreram à técnica afirmam que, embora a ideia de usar tecido de um corpo falecido possa gerar estranhamento inicial, os efeitos visuais compensaram essa sensação. O método atrai principalmente quem perdeu muito peso e não tem gordura corporal suficiente para realizar a tradicional transferência de gordura autóloga, em que o próprio tecido do paciente é reaproveitado.
Especialistas em cirurgia estética reconhecem que a técnica representa um avanço técnico, mas levantam alertas sobre os debates éticos e científicos que ela provoca. Entre os pontos discutidos estão o uso de tecido de outra pessoa para fins cosméticos, a necessidade de regulamentação rigorosa e a falta de estudos de longo prazo sobre a segurança e os efeitos desse tipo de procedimento.
Este tipo de preenchimento é oferecido por clínicas especializadas em grandes centros urbanos dos Estados Unidos e tem valores considerados altos, variando conforme a quantidade de material injetado e a complexidade de cada caso.
Folha do estado




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