Um grupo familiar, que não teve a identidade divulgada, foi alvo de uma operação da Polícia Civil, nesta quinta-feira (5), por integrar um esquema milionário de crimes ambientais e lavagem de dinheiro ligados ao comércio ilegal de madeira, incluindo o tráfico de espécies de exploração proibida. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá.
Segundo a polícia, as investigações apontam que o grupo utilizava empresas para transportar e comercializar madeira de forma irregular, inclusive espécies protegidas por lei, como a castanheira (Bertholletia excelsa), de exploração proibida no Brasil.
O esquema começou a ser desvendado em novembro de 2024, após a apreensão de um caminhão que transportava madeira com documentação falsa. Durante a fiscalização, foi identificada a presença de castanheira na carga.
Ainda conforme a investigação, as empresas mencionadas nos documentos apreendidos estavam registradas em endereços inexistentes e emitiam guias florestais para destinatários fictícios. Também foi constatado o transporte de espécies diferentes das declaradas e a movimentação artificial de créditos florestais entre empresas do mesmo grupo.
No total, a polícia identificou a movimentação de cerca de 13 mil metros cúbicos de produtos florestais entre 2023 e 2025, avaliados em mais de R$ 6 milhões. Foram emitidas 913 guias florestais fraudulentas, sendo que uma única pessoa aparecia como destinatária em 364 delas.
As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, a partir de investigações da Delegacia Especializada de Meio Ambiente. As ações ocorrem na capital e contam com apoio da Delegacia de Combate à Corrupção, da PRF, do Indea-MT e do Ministério Público.
g1-MT




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