3 fevereiro, terça-feira, 2026
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Funcionários dos Correios acusam governo Lula de traição

Em meio à escalada de tensão entre trabalhadores e o governo federal, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba) divulgaram nesta quinta-feira um vídeo acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, de “traição”. A reação da categoria surge após decisão que resultou na suspensão de um benefício de fim de ano que já havia sido aprovado judicialmente.

O foco da insatisfação é a ação do governo federal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que levou à suspensão pelo ministro Alexandre de Moraes do pagamento de um crédito extra aos empregados dos Correios — incluindo um vale-alimentação de R$ 2.500 aprovado anteriormente pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Para os sindicalistas, a medida representa um ataque aos direitos trabalhistas.

Em vídeo divulgado pelo Sincotelba, um dos sindicalistas afirmou que não aceitará “o ataque que o governo Lula está fazendo aos trabalhadores” e acusou Rui Costa de agir de forma semelhante ao que classificaram como postura do governo anterior, ao levar a questão ao STF apesar da derrota no TST.

Os representantes da categoria anunciaram que pretendem iniciar uma ofensiva a partir do dia 2 de fevereiro, reforçando que a mobilização continuará organizada. “Não aceitaremos ataques ao nosso plano de saúde, não aceitaremos ataques a nenhum direito da classe trabalhadora baiana”, afirmou outro funcionário.

A reportagem destacou ainda que, apesar das duras críticas ao governo federal, os sindicalistas não mencionaram a grave situação financeira enfrentada pelos Correios. Para tentar equilibrar as contas, a estatal tem adotado medidas como o fechamento de até mil agências, a venda de imóveis e a previsão de um Programa de Demissão Voluntária que pode alcançar até 15 mil colaboradores até 2027. Um levantamento de 2025 apontou um déficit estrutural anual superior a R$ 4 bilhões e um patrimônio líquido negativo de mais de R$ 10 bilhões.

A crise financeira dos Correios, que já vinha avançando nos últimos anos, tem levado a impasses nas negociações entre trabalhadores e a direção da estatal, com debates sobre benefícios, reajustes e condições de trabalho se intensificando no país.

Folha do estado

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