Quatro vereadores de Cáceres (221 km de Cuiabá), são alvos de apuração da Mesa Diretora da Câmara Municipal e aguardam um parecer técnico do Departamento Jurídico para decidir quais providências serão adotadas no caso que envolve o uso de um veículo oficial por um vereador com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) irregular durante uma viagem institucional a Brasília (DF). A situação resultou na aplicação de multa ao veículo da Casa e abriu uma apuração interna.
O episódio ocorreu no dia 30 de novembro de 2025, durante o deslocamento dos vereadores para o 18º Congresso Brasileiro de Câmaras Municipais, realizado entre 02 e 5 de dezembro, na capital federal. O carro oficial foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na região de Barra do Garças (a 520 km de Cuiabá), quando seguia viagem.
Conforme o registro da fiscalização, quem dirigia o veículo no momento da abordagem era o vereador Jorge Augusto (PP), mesmo com a CNH suspensa por infração anterior relacionada à embriaguez ao volante. A situação levou a Câmara a instaurar uma apuração para esclarecer os fatos.
Por meio de nota enviada à imprensa, o vereador alegou que assumiu a direção do veículo em uma situação emergencial. Segundo ele, o motorista designado para a viagem, um servidor de 70 anos identificado sob as iniciais A.T.R., teria passado mal durante o trajeto, apresentando um quadro de hipertensão e extremo cansaço. Diante da preocupação com a saúde do servidor e com a segurança dos ocupantes do veículo, o parlamentar afirmou que decidiu conduzir o carro para dar continuidade à viagem.
Jorge Augusto também declarou que o deslocamento tinha caráter exclusivamente institucional e que não possui o hábito de dirigir veículos oficiais. Ele afirmou ainda que, à época dos fatos, não tinha conhecimento de eventual restrição administrativa em sua CNH e que não houve dolo, má-fé ou intenção deliberada de descumprir normas internas. Segundo o vereador, o caso não gerou prejuízo ao erário, não houve danos ao veículo nem gastos extras para a Câmara.
A denúncia também aponta que os demais parlamentares que estavam no carro, Professor Domingos, Manga Rosa e Franco Valério, todos do PSB, não comunicaram formalmente a Presidência da Câmara sobre a mudança na condução do veículo. O caso veio à tona somente após o registro feito na ouvidoria.
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