Cilia Flores é uma das figuras mais influentes do regime chavista e apontada por analistas e opositores como a principal articuladora política do núcleo duro do poder na Venezuela. Esposa de Nicolás Maduro, ela exerceu um papel central nas decisões estratégicas do governo, indo muito além das atribuições protocolares tradicionalmente associadas ao cargo de primeira-dama.
Advogada de formação, Cilia construiu sua trajetória política dentro do chavismo e acumulou posições de alto relevo ao longo dos anos, entre elas a presidência da Assembleia Nacional. Nos bastidores do poder, sempre foi descrita como a conselheira mais próxima de Maduro, com influência direta sobre nomeações, alianças políticas e o funcionamento das principais instituições do Estado.
Entre opositores, ganhou o apelido de “primeira combatente” do regime, em referência ao seu papel ativo na sustentação política do governo. Cilia Flores é acusada de operar a blindagem institucional de Maduro, atuar na repressão a adversários e contribuir para a concentração de poder no núcleo familiar e militar que comandou o país nas últimas décadas.
A prisão de Cilia Flores ao lado de Nicolás Maduro é vista por críticos e analistas internacionais como um símbolo do colapso do centro decisório do regime chavista. Para eles, a detenção atinge não apenas o ex-chefe do Executivo venezuelano, mas também aquela considerada o verdadeiro cérebro político por trás da manutenção do poder.
O episódio é tratado como um marco histórico para a Venezuela, por atingir diretamente o casal que, por anos, esteve no comando das decisões mais sensíveis do país e personificou a estrutura de poder do chavismo.
Folha do estado




OUÇA A RÁDIO NAZARENO