17 janeiro, sábado, 2026
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Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta 2ª para discutir Venezuela

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne na manhã desta segunda-feira (5/1) para discutir a operação dos Estados Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. O encontro será em Nova York e está previsto para as 10h no horário local (12h no Brasil).

O pedido de reunião foi apresentado pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, que tem acumulado embates com o presidente norte-americano, Donald Trump. O Brasil participará do encontro, mas não terá direito a voto.

Conforme apurou o Metrópoles, o Brasil será representado pelo embaixador Sérgio Danese, que solicitará a palavra durante a sessão. Segundo interlocutores do Itamaraty, não haverá mudança na posição brasileira em relação à ação dos EUA contra a Venezuela.

Captura

  • Os Estados Unidos atacaram, no sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
  • O presidente norte-americano, Donald Trump, capturou o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
  • Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Pelas regras da ONU, além dos membros permanentes do conselho — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos —, a Somália, que preside o colegiado em janeiro, tem direito a voto. A Colômbia é a representante da América do Sul no atual período.

A reunião ocorre após um encontro extraordinário da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Na ocasião, o chanceler venezuelano Yván Gil classificou a operação que capturou Maduro, no último sábado (3/1), como “criminosa” e pediu aos países-membros que exijam a libertação do chavista.

“A Celac enfrenta uma responsabilidade histórica. A Celac não pode hesitar nem se dividir entre condenas tímidas e silêncios de cumplicidade. Os princípios não se negociam nem se amenizam. Ou se está do lado do direito internacional, ou do lado da lei do mais forte”, afirmou Gil, durante reunião virtual.

Metrópoles

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