O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil precisa ter uma economia organizada para conseguir atrair investimentos nacionais e estrangeiros. A declaração foi feita nesta quinta-feira (5), durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, no Palácio do Planalto, e chamou atenção pela cobrança de responsabilidade fiscal e segurança jurídica, condições que dependem diretamente da condução de seu próprio governo.
“Para a gente atrair [investidores], temos que ter uma economia arrumada. Ninguém vai fazer investimento numa economia desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério”, declarou Lula ao tratar da necessidade de criar um ambiente de confiança para empresas interessadas em investir no país.
O presidente também destacou que a atração de capital depende de previsibilidade e do cumprimento de compromissos. Segundo ele, o Brasil precisa demonstrar seriedade nas relações com investidores e parceiros internacionais, especialmente no setor de minerais críticos e terras raras, considerado estratégico para a indústria e para a economia mundial.
Durante o encontro, Lula defendeu a construção de parcerias com outros países para a exploração, transformação e industrialização desses recursos. O presidente afirmou que não pretende concentrar nas mãos do Estado todas as etapas da atividade econômica e disse que o país precisa aprender com parceiros interessados em participar dos projetos.
A cobrança por responsabilidade fiscal ocorre em meio às discussões sobre o equilíbrio das contas públicas e às preocupações do mercado com a trajetória das despesas e da dívida brasileira. No primeiro evento oficial no Planalto após a reeleição, Lula voltou a sinalizar que pretende transmitir confiança aos investidores para os próximos anos de governo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participou das discussões e afirmou que o governo trabalha com a possibilidade de reforçar as regras fiscais existentes. Segundo ele, o objetivo é melhorar o resultado primário e garantir condições para uma redução sustentável dos juros. Medidas específicas, entretanto, ainda não foram anunciadas.
Lula encerrou o discurso afirmando que o governo precisa demonstrar que os compromissos assumidos durante a campanha serão cumpridos. A fala ocorre em um momento em que investidores acompanham os sinais da política econômica e aguardam definições sobre os rumos fiscais do próximo mandato.
Folha do estado




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